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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), anunciou que pretende se candidatar à Presidência em 2026, mesmo estando inelegível por abuso de poder político, sendo criticado por bolsonaristas nas redes sociais.
O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) acusou Caiado de ser “amigo próximo” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, tido como “inimigo” pelo bolsonarismo.
O governador “obrigou as crianças a se vacinarem contra Covid, manda fazer busca e apreensão na casa de seus adversários, ameaça qualquer um que fique contra ele”, continuou Gayer. Em outra ocasião, já chamou o governador de “canalha”.
Ronaldo Caiado marcou para o dia 4 de abril o lançamento de sua pré-candidatura, em evento que ocorrerá em Salvador (BA), com a presença do presidente do União Brasil, ACM Neto, e do prefeito de Salvador, Bruno Reis.
No entanto, em dezembro ele foi declarado inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) por abuso de poder político nas eleições municipais de 2024, quando usou o Palácio das Esmeraldas, sede oficial do governo de Goiás, para eventos eleitoreiros em favor de Sandro Mabel (União), que foi eleito prefeito de Goiânia.
Para aliados de Caiado, o bolsonarista Gustavo Gayer foi um dos “articuladores” da ação que tornou o governador inelegível. A ação foi movida pelo candidato de Gayer à Prefeitura de Goiânia, Fred Rodrigues (PL).
Apesar do apoio a Jair Bolsonaro no começo do mandato presidencial, Ronaldo Caiado rompeu e agora acumula brigas com o ex-presidente e seus aliados. Bolsonaro já chamou Caiado de “covarde” e o acusou de “não representar a direita”.
Jair Bolsonaro também está inelegível por crimes eleitorais. Ele foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em episódio que reuniu embaixadores estrangeiros e transmitiu uma fala eleitoreira nos canais oficiais da Presidência.
A pesquisa Quaest divulgada no começo de fevereiro mostra que Ronaldo Caiado tem somente 3% das intenções de voto.
A disputa hoje é liderada por Lula, que tem 30%, seguido por Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 13%, Gusttavo Lima (sem partido), com 12%, Pablo Marçal (PRTB), que tem 11%, e Ciro Gomes (PDT), que chega a 9%.