Israel assassina 11 civis em Gaza, incluindo 3 jornalistas, um deles correspondente da CBS

Colegas e parentes dos jornalistas assassinados por Israel iniciam seu funeral em Khan Yunnis (Bashar Taleb-AFP)

Israel matou 11 civis palestinos, 3 jornalistas nesta quarta-feira (21), a tiros e bombardeios em várias áreas de Gaza. Os militares israelenses disseram que eles atingiram “vários suspeitos” de estarem operando um drone.

A agência palestina de notícias, WAFA, relatou que 7 palestinos foram mortos no centro de Gaza, dois foram mortos no sul e mais dois mortos ao norte de Gaza. Entre os mortos então os 3 jornalistas palestinos alvos das forças israelenses de genocídio, quando o veículo em que os jornalistas estavam foi atacado no centro de Gaza.

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos condenou o ataque e disse que os jornalistas estavam documentando as condições nos campos de palestinos deslocados pelo genocídio.

“O Sindicato dos Jornalistas Palestinos condenou o assassinato deliberado cometido pelo exército de ocupação israelense, que resultou no martírio dos jornalistas Abdul Raouf Shaat, Mohammed Salah Qashta e Anas Ghoneim, após um ataque direto que teve como alvo um veículo civil na cidade de Al-Zahraa, no centro da Faixa de Gaza, enquanto eles realizavam uma missão jornalística humanitária para documentar e retratar o sofrimento de civis em campos de deslocados,” comunicaram.

“O Sindicato esclareceu que o bombardeio direto do veículo dos jornalistas constitui um crime de guerra e um crime contra a humanidade segundo o direito internacional humanitário, além de representar uma flagrante violação das Convenções de Genebra e das resoluções das Nações Unidas que garantem a proteção dos jornalistas durante conflitos armados.”

De acordo com a Al Jazeera, os jornalistas estavam trabalhando para o Comitê Egípcio para o Socorro de Gaza. Eles estavam fazendo uma filmagem de um campo de refugiados palestinos recém criado.

A Al Jazeera também disse que os militarem israelenses sabiam que o carro em que os jornalistas estavam era do Comitê Egípcio e que o ataque aconteceu a 5 km do território ocupado por Israel.

Um dos jornalistas assassinados, Abed Shaat, já havia trabalhado para a CBS como cinegrafista e fotógrafo e para outras agências internacionais de notícia como a AFP.

Desde o início do cessar-fogo, em outubro do ano passado, Israel violou o acordo mais de 1300 vezes, matando ou ferindo mais de 1.820 palestinos.

Oito jornalistas ficaram feridos pelos ataques de Israel no sul do Líbano

Israel bombardeou um vilarejo, Qennarit, ao sul do Líbano. Mesmo com o cessar fogo, Israel intensificou ataques por todo o sul do Líbano, também nesta quarta-feira, comunicou o Ministério da Saúde libanês.

Os ataques deixaram 19 pessoas feridas incluindo os 8 jornalistas. Duas das vítimas ficaram gravemente feridas e tiveram de ser internadas em terapia intensiva. Três foram hospitalizados e 14 foram atendidos pelos departamentos de emergência.

“Mais uma vez, Israel está perseguindo uma política de agressão sistemática ao realizar ataques aéreos contra aldeias libanesas habitadas, em uma escalada perigosa que visa diretamente civis”, disse o presidente do Líbano, Joseph Aoun.

Israel intensificou uma onda de ataques nesta quarta-feira, no sul do Líbano, incluindo alvos em quatro passagens na fronteira Síria-Líbano. De acordo com os militares israelenses, eles estavam atacando supostas infraestruturas do Hezbollah.

O exército do Líbano e a força de paz da ONU, UNIFIL (United Nations Interim Force in Lebanon), negaram que o Hezbollah esteja se reagrupando no sul do rio Litani.

Mesmo com o cessar fogo, feito em 2024 sob a pressão dos EUA, Israel continuou a atacar o Líbano quase diariamente, matando mais de 300 pessoas, na maioria mulheres e crianças.

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