
Ao declarar a Cidade de Gaza como “zona de combate perigosa”, Israel ameaça abertamente mais de um milhão de moradores palestinos de morte.
Em evidente paralelo com a “solução final” de Hitler para o extermínio de judeus, Netanyahu chamou a barbárie que anuncia para Gaza de “decisão final”.
Em 8 de agosto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou planos de ocupar militarmente toda Gaza.
“Não estamos esperando. Iniciamos as operações preliminares e os estágios iniciais do ataque à Cidade de Gaza,” declarou o porta-voz militar de Israel, Avichay Adraee. “Estamos operando agora com grande força na periferia da cidade,” destacou.
Desde o começo de agosto, Israel intensificou os bombardeios contra a Cidade de Gaza, na preparação para uma invasão terrestre contra a maior cidade da Faixa, uma estúpida expansão do genocídio. A Defesa Civil de Gaza estima que mais de 1.000 edifícios residenciais já foram destruídos.
“Eles lançaram um ataque de cinturão de fogo a apenas 150 metros de distância de nós. Eles queimaram toda a área,” disse Nihad Madoukh para a Al Jazeera.
MAIS 71 MORTOS EM 24 HORAS
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, somente nesta sexta-feira, 29, cerca de 71 palestinos foram mortos e 339 ficaram feridos, em ataques pelas forças israelenses. Enquanto executam a primeira fase do ataque que irá deslocar milhares de palestinos na região, os militares israelenses também anunciaram a suspensão das chamadas “pausas táticas”, que serviriam para permitir as exíguas operações humanitárias. De forma que, a partir de agora, não deve entrar mais nada em termos de alimento na região sob a mira das forças de extermínio de Netanyahu.
Aliás, os serviços “humanitários” oferecidos por Israel através de organizações como a GHF (Gaza Humanitarian Foundation), estão sendo denunciados por várias organizações que prestam serviços humanitários, como a Oxfam, a Save the Children e a ONU, por atuarem como locais de emboscada dos pais e mães de família que acorrem os locais onde muitos vão ao encontro da morte a tiros.
O ministério também comunicou que o número de mortos pela fome aumentou para 322, o bloqueio da entrada de caminhões com alimentos em Gaza (uma imposição de Israel) está ameaçando as vidas de toda a população que vive em Gaza, 121 dos mortos pela fome são crianças.
A ONU, monitorando a catástrofe humanitária que Israel está fazendo contra Gaza, calculou que 641.000 palestinos estão com problemas severos de desnutrição, com risco de morte iminente, outras 1,07 milhão estão sofrendo de insegurança alimentar aguda.