Investimento financiado pelo BNDES integra o Novo PAC, prevê aumento da capacidade operacional e inclui terminais em SP, MS, PA e MG
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participaram de cerimônia para anúncio de investimentos para ampliação e modernização de 11 aeroportos do país. Serão beneficiados os aeroportos de Congonhas (São Paulo), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).
Os investimentos, da ordem de R$ 5,7 bilhões, preveem geração de emprego, renda, incremento do turismo nacional e internacional, bem como a valorização da indústria brasileira.
Deste total de investimentos, R$ R$ 4,64 bilhões são aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Podem ser gerados, com o programa, 3 mil novos empregos.
O anúncio foi feito durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, além de outras autoridades.
Silvio Costa Filho celebrou o maior volume de investimentos na história da aviação brasileira num momento tão curto.
“Para vocês terem uma ideia, nos quatro anos do governo anterior, nós tivemos o equivalente a dois bilhões de investimentos na aviação dos aeroportos brasileiros. Em três anos do nosso governo, já foram investidos mais de R$ 5 bilhões e nós já estamos com contratos assinados, como está sendo feito hoje aqui, o equivalente a mais de dez bilhões de investimentos nos aeroportos brasileiros”, anunciou.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou a visão do presidente Lula sobre a necessidade de achar soluções criativas que assegurem o crescimento do país.
“Tem gente que acha que o presidente tem que ser CEO. Mas o país precisa de estadista, de liderança, de capacidade de gestão e de respeito internacional. O Brasil precisa do Lula como a África do Sul precisava do Mandela e a Índia precisou do Gandhi para sua independência. Somente um estadista com essa dimensão é capaz, ao mesmo tempo, de ter a presença que tem no cenário internacional difícil e encontrar soluções criativas para a gente bater todos esses recordes em termos de estrutura e crescimento do Brasil’.
Segundo o governo federal, o objetivo é ampliar a capacidade operacional, modernizar estruturas e fortalecer a conectividade aérea, sobretudo em regiões fora dos grandes centros.
projeto integra o Novo PAC e faz parte da estratégia de fortalecimento da infraestrutura logística nacional. Atualmente, os 11 terminais movimentam cerca de 29 milhões de passageiros por ano, e a expectativa oficial é elevar esse potencial para mais de 40 milhões após as melhorias.
Entre os empreendimentos previstos, o Aeroporto de Congonhas concentra o maior volume de recursos.
O plano inclui a construção de um novo terminal de passageiros, ampliação do pátio de aeronaves, aumento das pontes de embarque e expansão da área comercial. Nos demais aeroportos, a chamada Fase I-B das concessões prevê adaptações estruturais, ampliação da capacidade e ações ligadas à sustentabilidade.
De acordo com o governo, a iniciativa deve gerar mais de dois mil empregos diretos e indiretos durante a implantação. O cronograma oficial prevê a conclusão das obras nos aeroportos regionais até o fim de 2026, enquanto as intervenções em Congonhas têm prazo estimado até 2028.











