O presidente Lula conversou por telefone, na manhã de sábado (3), com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Segundo informações do Palácio do Planalto e da Agência Brasil, a conversa telefônica tratou da situação política daquele momento, sem mais detalhes. Desde o domingo (4), as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.
De acordo com o Planalto, a conversa foi “super rápida” e a iniciativa partiu do presidente Lula para confirmar as informações de que o presidente Nicolás Maduro havia sido sequestrado pelos Estados Unidos.
Na ligação, Delcy Rodríguez confirmou a captura e, no momento, ainda não tinha informações detalhadas sobre o paradeiro de Maduro.
Somente após a ligação, o governo brasileiro divulgou nota condenando a ação intervencionista dos EUA.
Delcy assumiu a presidência interina após a invasão militar dos Estados Unidos, em Caracas, que resultou no sequestro do presidente, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cília Flores.
Na nota, o presidente Lula afirmou que o ataque à Venezuela e o seqüestro de Maduro “representam uma afronta gravíssima à soberania” venezuelana.
Lula adverte que a agressão de Trump contra um país soberano “abre um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, escreve Lula.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, enfatizou o presidente.











