Após Gustavo Petro, da Colômbia, presidente brasileiro recebeu telefonemas de Claudia Sheinbaum, do México, e do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney
O presidente Lula recebeu telefonema do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na tarde desta quinta-feira (8).
Os dois líderes avaliaram a situação da Venezuela e os impactos para as Américas a agressão armada e o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
“Ambos condenaram o uso da força sem amparo na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. Lula destacou que o destino da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo e que a América do Sul deve continuar sendo uma zona de paz”, diz nota do governo brasileiro.
O Partido Liberal, legenda de Carney, venceu as eleições em abril de 2025 após declarações hostis de Donald Trump dizendo que o Canadá seria o 51º estado americano. Na ocasião, a onda de rejeição dos canadenses às falas de Trump ajudou a reverter a baixa popularidade dos liberais e os ajudaram a vencer a eleição.
No último sábado (3), uma invasão militar dos Estados Unidos (EUA) resultou no sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores.
O presidente Lula e o primeiro-ministro Carney concordaram sobre a necessidade de reforma das instituições de governança global.
Na ligação, o canadense aceitou convite de Lula para visitar o Brasil no mês de abril. Entre os temas a serem abordados, está o avanço de um possível acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá.
MÉXICO
Mais cedo, Lula também conversou por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Lula e a presidente do México repudiaram a invasão militar dos EUA e contestaram a visão que tenta separar o mundo em zonas de influências de grandes potências. Lula e Sheinbaum também discutiram preparativos de uma visita da líder mexicana ao Brasil, ainda sem data, e cooperação entre os países no enfrentamento à violência contra as mulheres.
Lula convidou a presidenta Sheinbaum para realizar visita ao Brasil, em data a ser negociada entre as chancelarias dos dois países. Os dois líderes pretendem, ainda, estabelecer cooperação no combate à violência contra a mulher.
(Com informações da Agência Brasil e Agência Gov)











