Lula e Macron criticam “conselho” de Trump e defendem fortalecer a ONU

Lula e Janja recepcionam Macron no Planalto, em março de 2024 (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom - Agência Brasil)

Os dois presidentes também condenaram o ataque norte-americano contra a Venezuela e destacaram o “respeito da importância da paz e da estabilidade na América do Sul e no mundo”

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron, da França, rechaçaram o “Conselho da Paz” de Donald Trump e defenderam o fortalecimento da ONU e do direito internacional, durante ligação telefônica realizada na manhã desta terça-feira (27).

“Conversamos sobre a proposta de Conselho da Paz apresentada pelos Estados Unidos. A esse respeito, defendemos o fortalecimento das Nações Unidas e concordamos que iniciativas sobre paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU”, disse Lula em suas redes sociais.

O “Conselho de Segurança” apresentado por Donald Trump tem o presidente dos Estados Unidos como único líder, com poderes absolutos sobre o grupo. Apesar de convidados, outros países não puderam dar suas opiniões sobre o estatuto e outros já rejeitaram, como a Alemanha e a Espanha. A França já rejeitou ingressar no Conselho.

No dia anterior, Lula conversou com Trump e “reiterou a importância de uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”.

O presidente brasileiro destacou que na ligação com Emmanuel Macron o tema da Venezuela foi conversado. “Ao condenarmos o uso da força em violação ao direito internacional, concordamos a respeito da importância da paz e da estabilidade na América do Sul e no mundo”, continuou Lula.

“Reafirmei que o Acordo MERCOSUL – União Europeia é positivo para os dois blocos e constitui uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras”, acrescentou.

Lula relatou que “também conversamos sobre a cooperação bilateral entre França e Brasil, em especial nos temas de defesa, ciência e tecnologia e energia. Nos comprometemos a instruir as equipes técnicas a ultimar as negociações em curso, com vista à conclusão de acordos ainda no primeiro semestre de 2026”.

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