
O cineasta norte-americano Woody Allen foi incluído na “lista da morte” da Ucrânia por ter participado de um festival de cinema em Moscou.
O presidente Lula está na lista desde abril de 2023 por ter defendido negociações para encerrar a guerra.
As informações são do site RT Brasil.
O Ministério das Relações Exteriores do regime fascista da Ucrânia publicou uma nota nas redes sociais chamando a presença de Woody Allen no festival de cinema de “desgraça e um insulto” aos ucranianos.
Allen disse ao The Guardian que o presidente da Rússia, Vladimir Putin “está errado”, mas que não acredita que “cortar conversas artísticas seja uma boa forma de ajudar”.
Seu posicionamento contrário à guerra não foi suficiente para a Ucrânia. O nome de Woody Allen foi incluído na lista chamada “purgatório” (“Chistilishche”, em ucraniano) na segunda-feira (25). O site aponta seu crime: “participação consciente em evento de propaganda russa”.
Depois que um suposto agente anti-Ucrânia é morto, sua foto é atualizada com o termo “liquidado” em vermelho sobrepondo o rosto. O site é mantido pelo Centro de Pesquisas “Pacificador” (“Myrotvorets”).
O presidente Lula está na lista desde abril de 2023 por não ter se alinhado à Ucrânia e à Otan na narrativa contra a Rússia.
Sua foto e seus dados são acompanhados pelo pedido para que as “autoridades policiais considerem esta publicação no site como uma declaração de que este cidadão cometeu um ato deliberado contra a segurança nacional da Ucrânia, a paz, a segurança da humanidade e a ordem jurídica internacional, bem como outros delitos”.
O ex-senador e deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP) também foi incluído na lista de “inimigos da Ucrânia” depois de ter participado de um fórum econômico em Ialta, na Crimeia, território que integra a Rússia.
A lista também inclui o nome de menores de idade, a exemplo do russo Luka Andreev, de 16 anos, que foi incluído na lista por ter carregado uma bandeira da Rússia em Berlim, onde se opôs a uma manifestação que pedia o envio de mais armas para a Ucrânia.
Os fascistas arrancaram a bandeira das mãos de Andreev, que resistiu bravamente ao ataque.