Manifestação contra continuação do genocídio em Gaza lota o centro de Londres

Londrinos denunciam que genocídio continua mesmo com o cessar-fogo (AA)

Manifestantes exigindo suspensão do envio de armas a Israel concluíram o ato diante da residência governamental em Downing Street

Aos brados de “Free Palestine” [Palestina Livre], dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em Londres no sábado (31) em repúdio ao genocídio perpetrado por Israel em Gaza e aos ataques que têm continuado apesar do cessar-fogo. A multidão também exigiu do governo Starmer que pare de fornecer armas a Israel.

Foi o primeiro ato nacional este ano em apoio à Palestina, com os manifestantes entoando slogans contra o genocídio e o apartheid e empunhando bandeiras palestinas e cartazes. O protesto começou na Russell Square e seguiu até a sede do Gabinete do primeiro-ministro na 10 Downing Street, em Whitehall.

Uma das principais organizadoras do protesto, a “Stop the War Coalition” [Coalizão Pare a Guerra], em comunicado reiterou que o movimento em defesa dos palestinos “se recusa a ser enganado” pelo chamado Conselho de Paz do ditador Trump, e seu plano de ocupação de Gaza.

“Como vimos até agora este ano, a maior ameaça à paz mundial é o presidente Trump”, enfatizou a mensagem.

“Com seu comportamento cada vez mais ameaçador em relação ao Irã, seu Conselho de Colonização de Gaza e o sequestro do presidente venezuelano Maduro, Trump está empurrando o mundo para um conflito global”.

“Mas, em vez de cortar laços com a América de Trump, Starmer está imitando e apaziguando — emprestando apoio militar dos EUA, aumentando os gastos com armamentos e atacando nosso padrão de vida no processo, além de promover formas de nacionalismo que alimentam o racismo”.

A coalizão chamou a “resistir ao imperialismo de Trump e exigir que Starmer também resista”.

Os deputados britânicos Zarah Sultana e John McDonnell participaram da marcha, junto com o médico britânico-palestino Ghassan Abu Sitta, que trabalhou em Gaza.

Um conhecido ativista de 74 anos, Peter Tatchell, foi preso por empunhar um cartaz com a palavra “Intifada”, outros dois foram presos por expressarem apoio à “Ação Palestina”, organização antigenocídio que foi ilegalizada pelo regime inglês em julho passado.

Como registrou o jornal The Independent, o cartaz que Tatchell levava dizia: “Globalize a intifada: resistência não-violenta. Acabe com a ocupação de Israel de Gaza & Margem Ocidental [Cisjordânia]”. Ele denunciou a detenção como “um ataque à liberdade de expressão”.

“A palavra intifada não é um crime em direito”, acrescentou o ativista, denunciando a “perigosa tendência” da polícia britânica de “restringir e criminalizar cada vez mais protestos pacíficos.”

Um pequeno grupo de arruaceiros pró-Israel tentou atrapalhar o protesto com bandeiras israelenses e britânicas e outras provocações.

ESTOCOLMO EXIGE RESPEITO AO CESSAR-FOGO

Em Estocolmo, capital da Suécia, centenas de manifestantes se reuniram na Praça Odenplan também no sábado, para condenar os massacres que Israel segue cometendo apesar da anunciada trégua, assim como as restrições à ajuda humanitária, com o enclave invadido à beira da fome e sob frio e chuvas, em meio aos destroços e à impunidade dos sionistas.

As faixas carregadas pelos manifestantes diziam: “Crianças estão sendo mortas em Gaza”, “Escolas e hospitais estão sendo bombardeados”, “Parem os ataques a Gaza”, “Acabem com as restrições alimentares” e “Israel deve cumprir o acordo de paz.”

Os manifestantes pediram o fim imediato dos ataques de Israel e instaram o governo sueco a suspender a venda de armas para Israel. Em entrevista à agência turca de notícias Anadolu, o ativista sueco Lasse Adestedt disse que se opor à injustiça em qualquer lugar do mundo é uma responsabilidade moral.

Desde que o “cessar-fogo” entrou em vigor em 11 de outubro, 526 palestinos foram mortos e 1.447 feridos, segundo o escritório de mídia de Gaza. O número total de mortos desde que Israel iniciou sua guerra genocida subiu para 71.800 mortos e 171.555 feridos.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *