Milhares de venezuelanos saíram às ruas de Caracas nesta terça (6) para exigir a liberdade para o presidente Nicolás Maduro, e para sua esposa Cilia Flore, ambos sequestrados pelas tropas de Trump e levados para um presídio em Nova Iorque.
“A Venezuela não é colônia de ninguém,” estava escrito em um cartaz de um manifestante, indignado com a declaração de Trump, de que agora os EUA iam administrar a Venezuela, “Libertem nosso presidente,” dizia outro cartaz.
“O narcotraficante e terrorista é Trump”, disse Nairda Itriago, 56 anos, em uma entrevista para a AFP, indignada com a chacina promovida pelas forças americanas, nos bombardeios de sábado (3) que deixou mais de 100 mortos.
As manifestações continuaram ocorreram também na segunda-feira (5), na capital, enquanto a presidente interina, Delcy Rodrigues tomava posse e o presidente sequestrado se declarava inocente perante a corte americana em Nova Iorque.
“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente. Ainda sou presidente do meu país”, declarou Maduro para o juiz americano, sua esposa também se declarou inocente da acusação de “narco terrorismo” e porte de armas. O filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, esteve na posse da presidente interina e depois compareceu ao protresto.
“Trump, Marco Rubio, malditos assassinos e sequestradores. Onde está realmente a verdadeira justiça nos Estados Unidos?”, dizia um cartaz, “Maduro, aguenta! Venezuela levanta!”, dizia outro.
O Ministros da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, disse que a maior parte da equipe de segurança de maduro foi assassinada “a sangue frio” pelas tropas dos EUA. Incluindo militares e civis, os dados sobre número de mortos variam entre 80 a 117 e 90 feridos na noite dos bombardeios.
Vídeo mostra ruas da capital ocupadas pela população contra o ataque dos EUA ao país e pela liberdade do presidente











