Marina comemora queda de 50% do desmatamento na Amazônia desde Bolsonaro

A Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participa do programa Bom Dia, Ministra. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom - Agência Brasil)

“O desmatamento caiu e o agronegócio continua crescendo, abrimos 500 novos mercados para a agricultura brasileira, fechamos o acordo com da União Europeia com o Mercosul numa demonstração de que políticas públicas consistentes, bem desenhadas e implementadas, feitas de forma republicana, com o compromisso que tem o presidente Lula, dão bons resultados”, disse Marina em entrevista coletiva.

A expectativa, formada com base nos dados que foram obtidos ao longo de três anos do governo Lula, é que o desmatamento no Brasil atinja o menor número desde 1988, quando foi iniciada a série histórica.

A queda de 50% entre 2022 e 2025 é calculada com base nos dados do Prodes, sistema de monitoramento por satélites de alta resolução. O Prodes é administrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Marina Silva destacou que “a política pública que fazemos tem base em dados e evidência, trazidos pelo Inpe com a gestão do tempo e a determinação política do presidente Lula de aumentar orçamentos”.

Para ela, o “Brasil é um país pioneiro no enfrentamento ao desmatamento”.

A queda do desmatamento ocorreu por meio do monitoramento e da fiscalização. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) realizou 59% mais ações de fiscalização em 2025 do que em 2022, enquanto o ICMBio aumentou em 24% suas ações. 

Já no antigo governo, Jair Bolsonaro tentou pessoalmente descredibilizar o Inpe e negava que houvesse aumento no desmatamento. Seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é réu por contrabando florestal.

A queda no desmatamento também é observada pelos alertas em tempo real do sistema Deter, também do Inpe.

Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, os alertas de supressão vegetal na Amazônia Legal foram sobre 1.324 km², enquanto no mesmo período dos anos anteriores os alertas foram sobre 2.050 km². Isso significa que a queda do desmatamento na Amazônia Legal foi de 35%. No Cerrado, a queda em um ano foi de 5,9%.

Já os indicadores de degradação florestal caíram de 44.555 km², entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, para 2.923 km² no mesmo período entre 2025 e 2026. Nesse caso, a redução foi de 93%.

Para a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, “os números do sistema Deter reafirmam que a ciência é estratégica no enfrentamento à crise climática”.

“A queda de 35% no desmatamento e o recuo histórico de 93% na degradação da Amazônia, somados à tendência de queda no Cerrado, são resultados diretos de um governo que voltou a ouvir seus pesquisadores”, comentou.

“Toda a nossa cadeia de infraestrutura tecnológica nos dá a precisão necessária para subsidiar as políticas públicas de forma assertiva, provando que não há preservação sem investimento em conhecimento. Estamos mostrando ao mundo que o Brasil não apenas monitora seus biomas, mas utiliza a ciência como ferramenta de cuidado e soberania”, completou Luciana.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *