MDB reage a Carlos Bolsonaro e deixa o governo de Jorginho Mello

Carlos Bolsonaro, o filho '02'. Foto: Reprodução - Yutube

Direção emedebista disse que vai buscar construir “caminhos que valorizam suas lideranças, respeitam sua história e colocam Santa Catarina em primeiro lugar”. MDB tem 71 prefeituras e vices em 59 cidades de SC

O diretório do MDB de Santa Catarina decidiu, nesta segunda-feira (26), deixar a base do governador bolsonarista Jorginho Mello (PL) após ter sido deixado de lado na composição da chapa para a disputa eleitoral de outubro.

A saída do MDB do governo de Mello decorre da mudança forçada de Carlos Bolsonaro (PL), filho de Jair, do Rio de Janeiro para Santa Catarina para disputar o Senado Federal.

Jorginho Mello anunciou que terá como candidato a vice-governador Adriano Silva (Novo), prefeito de Joinville. Nas conversas anteriores, a tendência era que o MDB estivesse na vice.

O presidente do MDB de Santa Catarina, Carlos Chiodini, anunciou que o partido “avança na construção de um projeto próprio para 2026, fortalecendo o diálogo e a articulação política em favor do desenvolvimento do Estado”.

Chiodini deixou o cargo de secretário da Agricultura do Estado e vai reassumir o mandato de deputado federal. Os outros filiados do MDB receberam orientação para também desembarcar do governo de Jorginho.

O MDB tem 71 prefeituras e vices em 59 cidades em SC, o que equivale a 44% dos municípios catarinenses. A legenda disse que vai buscar construir “caminhos que valorizam suas lideranças, respeitam sua história e colocam Santa Catarina em primeiro lugar”.

Uma aliança considerada possível é entre o MDB e o PSD de João Rodrigues, prefeito de Chapecó, segundo lugar nas pesquisas eleitorais.

Nessa coligação, uma das vagas para disputar o Senado Federal pode ser oferecida para o PP, que tentará a reeleição do senador Esperidião Amin.

A aliança entre o PP e o governo de Jorginho Mello está em xeque justamente por conta da ida de Carlos Bolsonaro para o Estado.

Caso queira permanecer aliado ao governo de Jorginho Mello, o senador Esperidião Amin poderá perder a possibilidade de se candidatar à reeleição.

Isso porque o PL também quer que a deputada Carol de Toni seja candidata a senadora. Ela conta com o apoio da esposa de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, e foi a deputada mais votada no Estado em 2022, além de aparecer em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais sobre o Senado.

Cada chapa terá duas candidaturas ao Senado Federal e a de Carlos Bolsonaro é tida como “intocável”.

Caso ela seja, junto com Carlos, candidata ao Senado, a chapa de Jorginho Mello fica praticamente “puro-sangue”, o que facilita a perda de aliados para outras chapas.

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