México, Colômbia, Chile e Uruguai condenam agressão militar dos EUA à Venezuela

Presidenta do México, Claudia Sheinbaum (foto: Yuri Cortez/AFP)

A presidenta do México e os presidentes da Colômbia, Chile e Uruguai condenaram os ataques dos EUA à Venezuela neste sábado (3) a partir das 2:30 h da madrugada. Todos os governos destes países latino-americanos também fizeram apelos para uma resolução pacífica para o conflito, exortaram ao respeito do direito internacional e à soberania dos países.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, condenou a agressão americana contra a Venezuela e ressaltou que a América Latina são uma “zona de paz” e disse que as ações militares dos americanos na região colocam em risco a estabilidade regional.

Ela também disse que as ações do governo de Trump violam o artigo 2º da Carta das Nações Unidas e pediu respeito às leis internacionais.

“O Artigo 2ª, parágrafo 4 da Carta das Nações Unidas diz: “Os membros da Organização deverão, em suas relações internacionais, abster-se de ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os propósitos das Nações Unidas”, postou Sheinbaum.

COLÔMBIA

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que os ataque americanos são uma agressão à soberania venezuelana e de toda América Latina e fez um apelo para a desescalada das agressões e por uma resolução diplomática e pacífica.

“A Colômbia reafirma seu compromisso irrestrito com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, em particular o respeito à soberania e integridade territorial dos Estados, a proibição do uso ou ameaça de uso da força e a resolução pacífica de disputas internacionais. Nesse sentido, o Governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar a população civil em risco”, postou Petro na rede social X.

“O país adota uma posição voltada para preservar a paz regional e faz um apelo urgente pela desescalada, instando todas as partes envolvidas a se absterem de ações que aprofundem o confronto e a privilegiar o diálogo e os canais diplomáticos.”

“Que Bolívar proteja o povo venezuelano e o povo latino-americano”, finalizou Petro.

CHILE

Gabriel Boric, presidente do Chile, expressou preocupação pela ação imperialista americana na América Latina e pediu por uma solução pacífica.

“Como Governo do Chile, expressamos nossa preocupação e condenamos as ações militares dos Estados Unidos que estão ocorrendo na Venezuela e clamamos por uma solução pacífica”, disse Boric.

“O Chile reafirma seu compromisso com princípios básicos do direito internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a resolução pacífica de disputas internacionais e a integridade territorial dos Estados. A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio ao multilateralismo, e não por meio da violência ou interferência estrangeira”, concluiu Boric.

URUGUAI

O presidente do Uruguai,Yamandú Orsi, fez um comunicado oficial condenando o ataque americano, se posicionou contra intervenções militares que desrespeitam a soberania dos países e pediu respeito pela legislação internacional.

“O Uruguai rejeita, como sempre fez, a intervenção militar de um país no território de outro e reafirma a importância de respeitar o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, em particular o princípio básico de que os Estados devem se abster da ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado. ou de qualquer outra forma incompatível com os Propósitos das Nações Unidas”.

“Reafirmamos o caráter da América Latina e do Caribe como uma zona de paz e livre de armas nucleares, como tem sido a posição consensual da nossa região.”

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