Mais cinco aviões-tanque, usados para abastecimento em voo e essenciais para as operações de longo alcance, foram destruídos na base aérea Príncipe Sultão na Arábia Saudita, após serem atingidos por mísseis e drones, sem que o número de vítimas tenha sido divulgado até o momento.
“Imagina colocar dois aviões grandes, separados a poucos metros de distância um do outro, descer um tubo que injeta milhares de litros de combustível e abastecer esse avião em pleno ar”, disse o editor de internacional da CNN Diego Pavão, sintetizando como a técnica funciona.
No começo do mês, três F-15 foram derrubados sobre o Kuwait, admitiram as autoridades, com os seis membros da tripulação conseguindo ejetar-se sem sofrer danos. Neste caso, os agressores admitiram a perda mas tantaram disfarçar sua dimensão, atribuindo a perda como causada por “fogo amigo”.
Com a precisão das operações militares iranianas, os preços do petróleo voltaram a superar os US$ 100 o barril, quando mais três navios cargueiros foram atacados no Golfo Pérsico, mantendo totalmente bloqueada a principal rota marítima de combustível.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou nesta sexta-feira (13) a morte dos seis tripulantes de um avião-tanque militar norte-americano no oeste do Iraque, mobilizado para o abastecimento de aeronaves na guerra contra o Irã. Com custo de US$ 200 milhões, o KC-135 Stratotanker transportava 200 mil litros de combustível.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou que a aeronave foi interceptada e destruída na quinta-feira (12) enquanto realizava uma missão de reabastecimento para um “caça agressor”, alertando Trump e Netanyahu que todo aquele que tentar invadir seu território terá o mesmo fim. “Esta é uma ação em defesa da soberania do país que teve seu espaço aéreo violado”, frisou.
Dando continuidade à política desinformativa, o Centcom alegou que se tratava de um novo acidente e que “nem fogo inimigo nem fogo amigo” tiveram qualquer relação com explosão ou a morte dos soldados.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, disse que o avião caiu “enquanto a tripulação estava em missão de combate”, enquanto o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, chamou os agressores mortos de “heróis americanos” que se encontravam “em missão”.











