“Modelo 5×2 com redução de jornada equilibra produtividade e qualidade de vida”, afirma Nova Central

Sônia Zerino, presidente da Central Sindical dos Trabalhadores. Foto: NCST

Sônia Zerino, primeira mulher a presidir uma das maiores centrais do país, a Nova Central Sindical, declarou ao HP que “a adoção do modelo 5×2 com redução da jornada para 40 horas semanais configura-se como uma alternativa para promover maior equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida”.

Nordestina do Rio Grande do Norte, operária têxtil, Sônia considera que, “ao promover o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, aumentar a produtividade e estimular impactos sociais positivos, essa organização do trabalho revela-se um caminho promissor para uma sociedade mais saudável e economicamente inclusiva e sustentável”.

Sônia entende que a redução da carga horária semanal contribui significativamente para a saúde física e mental dos trabalhadores e trabalhadoras. “Jornadas extensas estão frequentemente associadas ao aumento do estresse, da ansiedade e de doenças relacionadas ao excesso de trabalho. Ao limitar a jornada a 40 horas semanais, preserva-se o tempo de descanso e convivência familiar, fatores essenciais para o bem-estar. Consequentemente, trabalhadores mais descansados tendem a apresentar maior concentração, criatividade e disposição durante o expediente, o que impacta diretamente na produtividade”.

Para Zerino a mudança é tão mais importante para a mulher trabalhadora, que, em geral, tem a responsabilidade principal com os filhos e com a família e, portanto, precisa de mais tempo para o convívio familiar e para se qualificar profissionalmente.

Além disso, ponderou a líder sindical, “sob a perspectiva empresarial, o modelo 5×2 com 40 horas pode representar ganhos estratégicos. Funcionários menos sobrecarregados apresentam menor índice de faltas e afastamentos médicos, reduzindo custos indiretos.

“Por fim, mas não menos significativo, destaco que a reorganização da jornada pode contribuir para a geração de empregos, uma vez que a redistribuição das horas de trabalho pode demandar novas contratações. Dessa forma, a medida também possui potencial de impacto social positivo, favorecendo a economia e ampliando oportunidade”, concluiu a sindicalista.

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