Moraes nega ter conversado com Vorcaro no dia da prisão do banqueiro

Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF (Foto: Luiz Silveira - STF)

“Os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, diz nota do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), através da Secretaria de Comunicação do tribunal, negou ter mantido conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, em 17 de novembro do ano passado.

Nesse dia, Vorcaro foi preso pela primeira vez, alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.

Segundo a nota da Secretaria, as mensagens não foram destinadas a Moraes, mas a outros contatos que constam na agenda de Vorcaro.

A suposta troca de mensagens foi divulgada pelo jornal O Globo, que teve acesso aos prints de mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro, que foi preso durante operação da Polícia Federal.

“No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, diz a nota.

Conforme o comunicado do STF, a conclusão ocorre após uma análise dos dados sigilosos que foram divulgados pela reportagem. O STF não informou quem realizou a análise.

A secretaria declarou ainda que as mensagens foram direcionadas a outros contatos, que não terão os nomes divulgados em razão de sigilo.

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, completa a nota.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.

Ele estava preso desde quarta-feira (4) e estava custodiado na Penitenciária de Potim, no interior paulista.

A transferência foi autorizada, na quinta-feira (5), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes no Banco Master, e atendeu a um pedido da própria PF.

Os sigilos do banqueiro foram solicitados pela CMPI do INSS para apurar a suposta ligação do Banco Master com fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas.

(Com informações da Agência Brasil)

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