Uma multidão ocupou a capital do Iêmen, Sanaa, para denunciar os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, que incluíram o assassinato do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, além de cerca de 800 vítimas civis.
A manifestação, que expressou a solidariedade dos iemenitas ao povo iraniano, ocorre enquanto as forças genocidas mandadas por Trump e Netanyahu continuavam os ataques aéreos contra alvos iranianos e as forças armadas do Irã respondem atingindo alvos por todo o Oriente Médio.
No ato, que lotou a gigantesca Praça Al-Sabeen, em Sanaa, neste o domingo (01), os iemenitas agitavam bandeiras iemenitas e iranianas e entoavam palavras de ordem contra o imperialismo norte-americano e seu cão de fila, o regime de apartheid de Israel.
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Manifestações semelhantes foram relatadas em demais províncias comandadas pelo movimento revolucionário de libertação nacional xiita, o Ansarullah, também denominado de Houthi.
“Estamos aqui hoje para protestar veementemente contra a agressão dos EUA e de Israel contra o Irã e para demonstrar nossa firme solidariedade ao povo iraniano. Estamos aqui todos os dias, prontos para atender ao chamado e confrontar os EUA e Israel até o fim”, disse Salah, um dos presentes ao massivo ato.
“VIOLAÇÃO DA SOBERANIA DE UM ESTADO INDEPENDENTE”
Em comunicado divulgado pela agência iemenita Saba, o Conselho Político Supremo do movimento Ansarullah afirmou que “essa agressão constitui um crime grave plenamente consumado, uma violação flagrante da soberania de um Estado independente e uma ruptura escandalosa com as leis e cartas internacionais”, o que revela “a verdadeira natureza dos EUA e da entidade israelense como duas potências agressoras que não respeitam as leis nem os valores humanitários”.
Assinalou que o Irã está sendo alvo de ataques devido à sua “posição de princípios, sua identidade islâmica e sua recusa em se submeter à hegemonia dos EUA e de Israel”, bem como ao seu apoio à causa palestina e aos movimentos de resistência que se opõem à ocupação israelense.
O Conselho apontou que os ataques fazem parte de um projeto mais amplo dos EUA e de Israel para dominar o Oriente Médio e permitir que Israel expanda sua influência e ocupe mais terras. Diante dessa situação, expressou sua total solidariedade a Teerã e reiterou “seu direito legítimo de defender sua soberania e segurança”.
Nesse sentido, exigiu que os Estados Unidos e Israel se responsabilizem pelas consequências do que descreveu como uma escalada perigosa que ameaça a estabilidade regional.











