“Nós não vamos deixar a mentira governar este país”, afirma Lula

Presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin em evento comemorativo dos 46 anos do PT, em Salvador, Bahia. (Foto: Reprodução PT TV)

Presidente convoca o Brasil a derrotar a tática fascista da mentira: “Essa eleição vai ser uma guerra”

O presidente Lula disse, em evento do PT no sábado, que os democratas precisam se preparar “para não deixar a mentira governar esse país” nas eleições presidenciais.

Lula já havia comentado sobre uma “indústria de contar mentiras” nas redes sociais. 

“Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter de nos preparar para não poder deixar a mentira governar este país. Vamos nos preparar”, declarou o presidente ao lado de Geraldo Alckmin (PSB), seu vice.

“Nós temos que escrachar cada mentira que eles contarem. Nós temos que desmontar e temos que provar e temos que ter coragem de debater. A gente não pode ficar quieto”, continuou.

“Nós temos que ser mais desaforados, porque eles são. Eles são desaforados. E nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor”, acrescentou.

“Eu quero que vocês saibam que eu estou motivado para cacete, porque o que está em jogo neste país não são só as eleições. Precisamos pensar em um outro projeto para esse país, para despertar os corações”, disse.

Segundo Lula, a eleição será decidida pelo voto dos “indecisos”, ou, como ele chamou, as “pessoas que ainda têm flexibilidade ideológica, que não acreditam em mentiras”.

Em entrevista, Lula avaliou que “o que vai estar em jogo nas eleições de 2026 é se esse país continuar sendo democrático. Se as instituições vão continuar funcionando para sustentar a democracia, se o movimento social vai ter representatividade pra fazer as manifestações ou se a gente vai acabar com tudo isso”.

Os perigos da disseminação de fake news, inclusive com o uso de tecnologias mais modernas, como a Inteligência Artificial, já têm sido discutidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, disse que “as tecnologias podem levar à contaminação de eleições, pela captura da vontade livre do eleitor, com as mentiras tecnologicamente divulgadas”.

O TSE está recebendo sugestões para as regras e punições para o uso criminoso dessas tecnologias nas eleições. Uma das propostas da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) é que seja aplicada uma multa de até R$ 30 mil para divulgar fake news produzida por IA.

O governo federal, por sua vez, propôs ao TSE que proíba que inteligências artificiais, como o ChatGPT, recomendem candidaturas para os eleitores. Essas IAs também podem ser obrigadas a apresentar links oficiais do Tribunal Superior Eleitoral para os usuários.

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