O mundo precisa parar o ditador Donald Trump

Hitler e Trump (fotomontagem)

A invasão da Venezuela, detentora das maiores reservas de petróleo do mundo, é um sinal claro de que Trump pretende agredir e roubar todo o continente latino-americano

O fascista Donald Trump está implantando o terror sobre a população norte-americana, sobre os imigrantes vindos de todos os cantos e sobre o restante do mundo. Sua missão é destruir a democracia dentro dos EUA e implantar o regime da força bruta em outros países. Tudo para roubar suas riquezas. É este o “caminho” que a oligarquia financeira americana decidiu tomar em sua tentativa desesperada de tornar a América grande novamente.

Mas o declínio econômico dos EUA é muito profundo. Está muito difícil recuperar-se da destruição de sua economia. O país virou um grande cassino povoado de parasitas. Não produz mais nada. A única coisa que lhes resta é o uso das armas contra seus concorrentes. Derrotados na estratégia de dominar o mundo através da supremacia do dólar e da expansão da OTAN, os parasitas lançaram mão do fascismo trumpiano.

Assim como Hitler fez ao dominar a Europa na década de 1930/40, Trump diz, em sua “nova estratégia” – lançada em dezembro -, que vai primeiro dominar o “ocidente” – leia-se América Latina – para, então, desencadear o confronto direto com a China e a Rússia.

Seu alvo principal é impedir a consolidação do socialismo no gigante asiático e o fortalecimento do BRICS (grupo dos principais países do Sul Global). A consolidação do BRICS, do qual fazem parte o Brasil, a Rússia a Índia, a China, a África do Sul e outros países, é a morte da exploração imperialista. O fascismo surgiu nos EUA e em alguns de seus satélites como uma tentativa desesperada do império decadente de impedir o surgimento e a consolidação do novo mundo multipolar, onde o futuro de progresso poderá ser compartilhado entre os povos de todo o planeta.

Parece encerrado o tempo da luta de ideias, de teses e de argumentos. Hoje a mentira e a farsa aberta, as ameaças e a violência dominam os debates internacionais. Já há ações de guerra aberta em andamento em vários quadrantes do mundo. Estão sendo implantados bloqueios navais, são feitas chantagens descaradas contra nações, surgem bombardeios e invasões de países soberanos, sequestro de presidentes, como foi o caso de Maduro, na Venezuela, e aprisionamentos de navios petroleiros em alto-mar. As leis internacionais foram literalmente rasgadas.

O anúncio, em dezembro, da nova estratégia de defesa dos EUA, incluindo o desenterrar da esfarrapada Doutrina Monroe, deixa a nu a intenção do fascismo norte-americano de recolonização da América Latina. A invasão da Venezuela, detentora das maiores reservas de petróleo do mundo, é um sinal claro de que Trump pretende agredir e roubar todo o continente. Suas armas são a chantagem, as ameaças de ataques às populações civis, as revoluções coloridas patrocinadas pela CIA e os bombardeios diretos, como foram feitos em Gaza.

O mundo precisa parar o ditador Donald Trump antes que seja tarde. Assim como Hitler, ele está testando os limites. A cada recuo dos países que defendem sua soberania e a democracia, mais ele avançará em seus crimes. Políticas de apaziguamento não trarão resultados.

Rússia e China são os países em condições de liderar o campo que vai parar a nova “besta marrom”. A Rússia já vem demonstrando isso em suas vitórias contra o nazismo ucraniano financiado e apoiado pelo império. A China avança rapidamente e já é uma grande potência, não só econômica, mas também militar. Os dois países juntos são hoje um fator de segurança para todo o mundo.

A América Latina e, particularmente, o Brasil, precisa se preparar para tempos conturbados. É urgente a união da pátria em defesa de sua soberania e de suas riquezas. É urgente o abandono das políticas neoliberais que restringem o desenvolvimento nacional. Este é um momento em que a conformação de uma ampla frente antifascista é decisiva e todos os patriotas, civis e militares, devem se esforçar para constituí-la.

Mais do que nunca o Brasil deve investir em sua política de defesa. Esta passa a ser uma das grandes prioridades nacionais. Temos que correr contra o tempo. Já o perdemos demais. Serão necessários investimentos para o desenvolvimento geral do país e, mais urgentemente ainda, nos projetos industriais no setor de defesa.

É necessário, por fim, intensificar a denúncia dos quinta-colunas, dentro do país, representados hoje pelo bolsonarismo. Se eles tiverem espaço, defenderão – como já vêm fazendo – a invasão do Brasil por tropas americanas. Mais do que nunca, o país deve punir os golpistas que atacaram a democracia brasileira e impedir as manobras para dar impunidade aos criminosos.

Temos que mostrar claramente que o bolsonarismo representa a destruição do Brasil. Além de defenderem que o Brasil se torne o quintal dos EUA, os bolsonaristas são apologistas de políticas neoliberais mais lunáticas, de arrocho sem fim sobre a população, de desindustrialização e o fim de quaisquer direitos sociais. O caminho para defender o Brasil das “loucuras” de Trump é derrotar os seus lacaios internos e defender com firmeza a soberania nacional e a democracia.

SÉRGIO CRUZ

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