O secretário-geral da ONU, António Guterres condenou a decisão das autoridades israelenses de determinar o corte de eletricidade e fornecimento de água às unidades da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA).
A informação foi divulgada pelo porta-voz da Secretaria-Geral da ONU, Stéphane Dujarric, nesta quinta-feira, 1º de janeiro.
O porta-voz leu uma declaração na qual destacou que a medida iria impedir a agência da ONU de operar e seguir suas atividades. Ele ressaltou que a imunidade da UNRWA permanece vigente pelos acordos assinados por Israel desde dezembro de 1949, uma vez aprovados pela Resolução 302 da Assembleia Geral da ONU, depois da expulsão de 700.000 palestinos de seus lares, terra e pátria em uma ação de limpeza étnica levada a cabo desde a decisão da partilha da Palestina em 1948.
Assim como sua imunidade, ficam com status diplomático internacional suas sedes e ativos e ainda seus diretores e funcionários, acrescentou Dujarric.
Ele enfatizou que a UNRWA é parte integral da ONU e suas unidades são protegidas pela lei internacional.
A determinação que agride frontalmente a agência da ONU foi aprovada por 59 votos a 7, sendo que deixaram de se posicionar acerca da criminosa lei, o impressionante número de 54 deputados de um total de 120 no Knesset, parlamento israelense. Com a aprovação da lei, o parlamento israelense dirigiu-se à Comissão do Exterior e ao Comitê de Segurança Nacional que façam os movimentos no sentido de implantação da medida.
A UNRWA conta, em Jerusalém, com uma clínica e duas escolas que, quando a lei passar a vigir, em 1º de março, ficarão inoperantes, assim como o atendimento aos palestinos refugiados que vivem nas proximidades de Jersualém.
O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, também condenou a medida, dizendo que ela é parte de uma campanha sistemática visando desacreditar a entidade e obstruir seu papel em providenciar assistência aos refugiados palestinos.
Durante a votação da estúpida medida, o ministro de Energia e Infraestrutura, Eli Cohen tentou justificar a medida dizendo que a “UNRWA fornece um terreno fértil para a incitação e a violência e não tem o direito de seguir operando”. Disse isso na maior cara de pau sem sentir qualquer necessidade de apresentar provas que corroborassem a agressiva acusação.











