A Organização das Nações Unidas pediu uma investigação independente e rápida sobre o assassinato da americana, Renee Good, de 37 anos, morta a tiros por um oficial de imigração dos EUA na semana passada.
O assassinato de Renee em Minneapolis, no estado de Minnesota, e a difamação feita pelo próprio presidente Donald Trump, que sem nenhum fundamento disse que o oficial estaria se defendendo de uma “agitadora perigosa”, desencadearam uma onda de protestos contra a violência fora de controle dos agentes de imigração americanos, de Nova Iorque a Los Angeles.
Nesta terça-feira (13), o escritório de direitos humanos da ONU expressou uma profunda preocupação pelo assassinato de Renee, morta dentro de seu carro na quarta-feira (7).
“Segundo o direito internacional, o uso intencional da força letal só é permitido como medida de último recurso contra um indivíduo que representae uma ameaça iminente à vida”, disse Jeremy Laurence, porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU.
“Tomamos nota da investigação do FBI e insistimos na necessidade de uma investigação rápida, independente e transparente sobre o assassinato,” disse.
O porta-voz também pediu para que “todas as autoridades devem tomar medidas para desescalar as tensões e abster-se de incitação à violência”.
O governo Trump, buscando rapidamente encobrir o ocorrido, tentou incriminar Renee Good como uma “terrorista doméstica” e insistiu que o agente de imigração agiu em legítima defesa, mesmo com um vídeo mostrando o contrário, que Renee não apresentava nenhuma ameaça aos oficiais.
As próprias autoridades locais de Minneapolis já apontaram que as imagens do vídeo mostram claramente que o carro de Renee estava se afastando do oficial e não apresentava ameaça à vida dele.
ONU pede investigação independente sobre o assassinato de Renee Good










