O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) criticou o governo de Romeu Zema (Novo) e disse que Minas Gerais precisa de “mudanças significativas” para “retomar os trilhos do desenvolvimento”.
“Eu acho que Minas precisa ter uma mudança muito significativa para poder retomar os trilhos do desenvolvimento, do progresso e do crescimento, por mais respeito institucional pelos adversários políticos e pelos personagens da política mineira, eu acho que esse seria o caminho correto a ser tomado”, declarou o senador em entrevista coletiva.
Pacheco confirmou que deve sair do PSD por conta da aproximação do partido com Zema e que pode ser candidato a governador.
Segundo ele, “há uma tendência forte de eu não permanecer no PSD em razão da posição tomada pelo partido em Minas, algo com que eu não me alio”.
Em outubro de 2025, o PSD confirmou a filiação do vice-governador de Minas, Mateus Simões. Ele assumiu o governo de Minas Gerais com a renúncia de Romeu Zema, que é pré-candidato à Presidência. O PSD lançou Mateus Simões como pré-candidato a governador.
“O PSD tomou outro rumo, eu respeito isso. Então, há uma tendência da minha saída do partido. Mas nós vamos ainda definir, felizmente eu tenho muitos convites, então vamos avaliar”, contou.
Rodrigo Pacheco afirmou que ainda não foi definido se ele será candidato ao governo do Estado ou à reeleição como senador.
“É óbvio que ser governador do Estado é um orgulho muito grande para todas as pessoas que estão na política, não há dúvida disso, mas essa é uma avaliação que tem que ser feita com muita responsabilidade, à luz de questões pessoais, familiares e de circunstâncias próprias, mas também de responsabilidade”, explicou.
Ele tem participado de diversos eventos ao lado do presidente Lula em Minas Gerais. Na sexta-feira (20), o senador esteve no anúncio de investimentos de R$ 9 bilhões da Petrobrás na refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG).
Pacheco elogiou a decisão do governo Lula, que se mostra “ainda mais necessária em razão do conflito internacional entre os EUA e o Irã, que afeta a produção e os preços dos combustíveis”.











