Ditadura de Trump tenta interromper relações da Venezuela com Rússia, China, Irã e Cuba
O Governo chinês condenou os Estados Unidos por pretender limitar a cooperação da Venezuela com terceiros países, particularmente com Rússia, China, Irã e Cuba. Pequim enfatizou que país sul-americano “é um Estado soberano com pleno controle sobre seus recursos e decisões econômicas”.
“A Venezuela é um Estado soberano que exerce continuamente plena soberania sobre seus recursos naturais e sua atividade econômica como um todo”, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning.
Os comentários foram feitos em meio ao agravamento da crise diplomática após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. A porta-voz acrescentou que os interesses chineses na Venezuela “serão protegidos pela lei”, ao comentar especificamente sobre a área de energia e as exportações de petróleo.
Questionada sobre as declarações do Departamento de Estado dos EUA de que “este é o NOSSO Hemisfério, e o Presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada”, Mao Ning afirmou, na quarta-feira (6), em coletiva de imprensa que dividir esferas de influência e criar confrontos geopolíticos não tornará um país mais seguro, nem trará paz ao mundo. “Segurança compartilhada e segurança cooperativa são os únicos caminhos sustentáveis para a segurança”, acrescentou.
No domingo (4), o Ministério das Relações Exteriores da China já havia expressado “grave preocupação” com a ação americana, afirmando que o sequestro de Maduro com uso de força “viola claramente o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e os propósitos e princípios da Carta da ONU”. Pequim pediu que Washington “garanta a segurança pessoal” de Maduro e Flores e que “os liberte imediatamente”.
O presidente Xi Jinping já advertira que “intimidação unilateral [dos EUA] prejudicou seriamente a ordem global”.











