
Os petroleiros da Petrobrás realizam, nesta quarta-feira (26), uma paralisação de 24 horas. De acordo com o Sindipetro Unificado (Sindicato dos Petroleiros Unificado), o movimento apresenta reivindicações estão ligadas à remuneração, ao regime de teletrabalho e também denuncia a dificuldade de diálogo com a gestão da presidente da estatal, Magda Chambriard.
A paralisação foi aprovada de forma conjunta, no sábado (24), pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e pela FNP (Federação Nacional dos Petroleiros). Segundo o comunicado divulgado pelas federações, “o movimento é um protesto contra a postura da atual gestão da empresa, que tem esvaziado os fóruns de negociação coletiva e desrespeitado o princípio negocial”, afirma o texto.
A principal reivindicação dos grevistas é o respeito às negociações e a garantia do pagamento da remuneração variável, que sofreu uma redução de 31%. A remuneração variável refere-se a um pagamento adicional ao salário base que varia de acordo com o desempenho do funcionário ou da empresa.
Para o presidente da FUP, Deyvid Bacelar, “apesar das mudanças que tivemos com o governo do presidente Lula, um governo mais popular, mais democrático, um governo que traz o lema da união e reconstrução, nós infelizmente ainda temos algumas dificuldades dentro do sistema Petrobrás, com práticas antigas que permanecem na gestão da companhia. A gestão deve respeitar a negociação coletiva, garantir condições dignas de trabalho e valorizar quem move essa empresa”, afirma.
Outro fator importante reivindicado foram as mudanças no regime de teletrabalho. O sindicato exige a suspensão do cronograma de retorno ao trabalho presencial negociado individualmente e a abertura de “negociações coletivas sobre as novas regras que contemplem os impactos sobre os trabalhadores”.
“A categoria petroleira também reivindica melhores condições de trabalho e segurança para os prestadores de serviços, com ênfase na melhoria da fiscalização dos contratos e a eliminação da escala 6×1, que prejudica esses trabalhadores. Por fim, a greve exige a igualdade de direitos entre os trabalhadores antigos e novos, incluindo os adicionais de transferência e ajuda de custos”, ressaltam as entidades.
De acordo com a FUP, a greve teve adesão ampla em todo o país e amanhã (27) nova plenária com os sindicatos definirá os próximos encaminhamentos do movimento. Abaixo, imagens da greve.



