Ataques e provocações visavam centralmente Alexandre de Moraes, por sua ação contra o golpe de Estado de 2022, mas agora começam a atingir também o ministro Flávio Dino
Os ataques de fascistas ao Supremo Tribunal Federal (STF) têm se avolumado nas últimas semanas. Desta vez o alvo etá sendo o ministro Flávio Dino. Em nota divulgada nesta quinta-feira (12), Dino afirma que a área responsável pela sua segurança foi alertada em 2025 que os seus deslocamentos em São Luís, no Maranhão, estavam sendo monitorados ilegalmente.
O ministro informou que houve a publicação de placas dos veículos e da quantidade e dos nomes dos agentes que trabalham em sua segurança. Segundo Flávio Dino, as informações foram enviadas para a PF e para a Procuradoria Geral da República (PGR) para a instauração do procedimento investigativo cabível. A manifestação de Flávio Dino se deu em função da reação manifestada por setores da grande imprensa e por entidades da sociedade civil de que a investigação estaria ameaçando a liberdade de imprensa.
“Portanto, a questão em investigação deriva da necessidade de apurar os citados monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino”, argumenta a nota. O ministro esclarece ainda que a investigação não tem relação com o inquérito das fake news. O assunto, prossegue o ministro do STF, “não tem correlação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão ou inquérito das fake news.”
Em nota, a Segurança institucional do ministro Flávio Dino também afirma que “foi alertada em 2025 de procedimento de monitoramento ilegal dos seus deslocamentos em São Luís. Houve publicação de placas de veículos utilizados pelo ministro, quantidade de agentes e nomes de agentes de segurança, e outros detalhes”.
A pedido da PF, o STF expediu um mandado de busca e apreensão contra o blogueiro Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito da investigação que apura a perseguição criminosa contra o ministro Flávio Dino.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Ela atende ao pedido da PF, que apura suspeita de crime de perseguição contra o ministro da Corte Flávio Dino. Na operação, foram apreendidos aparelhos celulares e um computador. Na representação enviada ao Supremo, a Polícia Federal sustenta que reportagens divulgadas em novembro de 2025 trouxeram informações detalhadas sobre um veículo funcional utilizado por Flávio Dino no Maranhão.
Para os investigadores, o conteúdo publicado indicaria a possibilidade de monitoramento do automóvel e acesso a dados sensíveis relacionados à segurança da autoridade. A investigação menciona ao menos três textos divulgados no site do jornalista, além de publicações feitas em sua conta no Instagram. Em uma das reportagens citadas pela Polícia Federal, o blog afirmou que um carro blindado pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão estaria sendo utilizado por familiares do ministro em deslocamentos particulares na capital maranhense.
Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que as publicações podem indicar que o autor “se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos empregados”, o que, segundo o ministro, teria permitido a exposição indevida de informações relacionadas à segurança de uma autoridade do STF. Dino esclarece ainda que as instâncias da Justiça têm acordos legais para uso de transporte por parte das autoridades.
Para Alexandre de Moraes, os elementos reunidos até o momento sugerem que o investigado pode ter realizado monitoramento e vigilância ilegal do veículo utilizado por Dino. Moraes também mencionou a possibilidade de participação de outras pessoas na obtenção das informações.











