Após sequestrar Maduro, Trump diz que objetivo é tomar o petróleo do país

Em entrevista depois dos ataques, Trump não descatou novas agressões à Venezuela (foto: Andrew Caballero- Reynolds/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em coletiva de imprensa neste sábado (3) que os EUA vão “administrar” a Venezuela  de forma interina, anunciou a entrada de petroleiras norte-americanas em solo venezuelano e frisou que ampliará “o domínio americano no Hemisfério Ocidental”.

Durante seu discurso, sem se preocupar com sua escandalosa ingerência nos assuntos de outro país, Trump escancarou que, c­om base no controle político que alega estar implementando na Venezuela, as “gigantescas companhias petrolíferas americanas” poderão entrar e explorar os recursos energéticos venezuelanos.

“Como todos sabem, a exploração de petróleo na Venezuela tem sido um fracasso. Um fracasso total por muito tempo. Eles não estavam extraindo quase nada em comparação com o que poderiam ter extraído e com o que poderia ter acontecido. Nossas gigantescas companhias petrolíferas americanas – as maiores do mundo – vão entrar, gastar bilhões de dólares e consertar a infraestrutura que está gravemente danificada”, disse.

Cartaz circulando hoje na Venezuela (divulgação)

As declarações de Trump foram feitas depois de ter confirmado, nas primeiras horas da manhã, uma série de ataques e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Sobre a duração da ocupação dos EUA na Venezuela, Trump observou que “gostaria de fazê-lo rapidamente, mas leva tempo”. “Sabe, estamos reconstruindo. Precisamos reconstruir toda a nossa infraestrutura. A infraestrutura está deteriorada. Aliás, é muito perigoso”, assinalou.

Trump acrescentou que, para obter o controle total da Venezuela e de seu petróleo, eles primeiro precisam “explodir o território”. “O petróleo é muito perigoso, é muito perigoso extraí-lo do solo e pode matar muita gente”, apontou.

TRUMP AMEAÇOU COM “UMA SEGUNDA ONDA DE BOMBARDEIOS”

No final da coletiva, anunciou ainda que o Pentágono está pronto “para lançar um segundo ataque, muito maior”, contra a Venezuela “se necessário”, acrescentando que seu governo já assumiu “que uma segunda onda” de ataques militares poderia ser necessária.

“Mas agora provavelmente não será. A primeira onda. Se preferir chamar assim, o primeiro ataque foi tão bem-sucedido que provavelmente não precisaremos de um segundo, mas estamos preparados para uma segunda onda, uma onda muito maior, na verdade”, disse o fascista Trump.

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