A Acadêmicos do Tatuapé tem como enredo “Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra” e busca falar sobre a história da agricultura e das lutas sociais pela terra.
A escola é a quarta a desfilar na sexta-feira (13), primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo. Em 2025, a Tatuapé foi a vice-campeã do carnaval de São Paulo.
A escola leva a reforma agrária para a avenida com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar – Tem Muita Terra sem Gente, Tem Muita Gente sem Terra”. A escola da zona leste destaca a agricultura familiar e camponesa e se inspira na luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST.
Tadeu Kaçula, sambista e sociólogo, ressalta o papel das escolas ao levar para a avenida temas sociais.
“Quando a gente percebe escolas de samba como Acadêmicos do Tatuapé, trazendo um tema que é importante, sobretudo do ponto de vista da luta de classe no Brasil relacionado à questão da reforma agrária, direito à terra, direito à habitação, direito à moradia… temas tão importantes que deveriam ser debatido no Congresso Nacional acabando sendo debatido e a Escola de Samba tem esse papel de ser um vetor para manter o debate público vivo”.
Com versos que celebram a força do cultivo coletivo e a união em torno da terra, o samba-enredo “Plantar para Colher e Alimentar. Tem muita terra sem gente. Tem muita gente sem terra!” promete criar cenas impactantes na avenida.
Para Eduardo Santos, um dos presidentes da escola, “as letras ressaltam a construção de uma sociedade justa e a importância da luta agrária, enquanto a melodia se apoia em ritmos pulsantes que valorizam a identidade campestre”, afirma.
SAMBA
“Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra”
Compositores: Turko, Zé Paulo Sierra, Silas Augusto, Rafa do Cavaco, Claudio Russo, Luis Jorge, Fabio Souza, Dr. Élio, Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Marcos Vinícius, Lucas Donato, Salgado Luz, Daniel Goulart, Fabian Juarez, Fábio Oliveira, Wagner Forte e Chico Maia
Tupã! Num sopro de ternura
Concebeu a agricultura
Para os filhos desse chão
Trovejou, lá no alto da palhoça
Quando o orvalho molha a roça
É perfeita a comunhão
Mas veio o invasor
E a terra então sangrou
Negro plantou resistência
Canudos semeou a rebeldia
Cada enxada levantada
Liberdade florescia
Mas a ganância por terra sem gente
Faz muita gente sem terra chorar!
Quem planta o mal, espalha ambição
Me dá! Me dá, um ‘pedacim’ de chão
Lavoura ê! Lavoura!
Mãos calejadas no cultivo da semente
Lavoura ê! lavoura!
Floresce da terra
A fé dessa gente
Alimentar e plantar o amor
Proteger é cuidar desse chão
Abraçar o nosso irmão
Contra a desigualdade
Pra colher dignidade
Em cada gota de suor eu vi
Brotar, crescer e acreditar
Que a esperança está no amanhã
E assim será…
Viver é partilhar
E nada em troca esperar!
Tem festa na roça, até o amanhecer
Divide esse chão, pro nosso povo colher!
Tatuapé, me chama que eu vou!
Puxe o fole sanfoneiro, no toque do agogô!
FICHA TÉCNICA
ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
Fundação: 26/10/1952
Cores oficiais: 
azul e branco
Presidente: Erivelto Coelho, Toninho, Edu Sambista e Eduardo Santos
Carnavalesco: Wagner Santos
Mestre de Bateria: Cassiano Andrade
Casal de mestre-sala e porta-bandeira: Diego e Jussara
Direção de Carnaval: Douglas Toffoli, Patricia Lafalce, Sandra Correia, Sandro Baptista
Direção de Harmonia: Edu Sambista
Intérprete: Celsinho Mody
Coreógrafo da Comissão de Frente: Leonardo Helmer
Colocação em 2025: Vice-Campeã – grupo Especial
Ordem de desfile em 2026: quarta escola a desfilar na sexta-feira (13) pelo Grupo Especial











