Os policiais penais federais suspenderam o estado de greve que havia sido decidido no dia 1º de abril, após o governo federal atender, pelo menos em parte, a uma das principais reivindicações da categoria, com a publicação, na segunda-feira (6), da Medida Provisória nº 1.348/2026.
De acordo com a Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FENAPPF), a MP, que trata de medidas de fortalecimento do sistema de combate ao crime organizado no país, “representa um avanço nas negociações”, e atende algumas das reivindicações da categoria sobre o tema.
“Por meio da medida provisória, o Governo Federal não instituiu o Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc), mas avançou ao promover alterações no Funapol. É um passo importante, embora ainda aquém do necessário diante das demandas da categoria”, ressaltou o diretor da Fenappf e presidente do Sinppf-MS, Renan Fonseca.
A MP amplia fontes de receita do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol), incluindo recursos de apostas de quota fixa, transferências e doações.
Além disso, a medida também prevê reforço orçamentário de até R$ 200 milhões em 2026 e autoriza a destinação de verbas para despesas como a saúde dos servidores, podendo abranger integrantes da Polícia Penal Federal, e abre possibilidade para criação de mecanismos de retribuição por atividades extraordinárias.
O sindicalista destaca que, apesar do estado de greve ter sido suspenso, “a mobilização permanece”. “Seguiremos em diálogo, buscando uma solução mais ampla e estruturante”, afirmou Fonseca.











