“Trump está arruinando o espírito global da Copa”, denuncia Mamdani
O prefeito de Nova Iorque, Zohran Mamdani, condenou o governo Trump pela forma como está tratando a Copa do Mundo de futebol apontando para restrições a viagens através de negativas de vistos de entrada na América, impedimento de pernoite no país e ainda interrogatório em aeroporto.
As declarações mais recentes de Mamdani aconteceram depois de tomar conhecimento da negative de visto de entrada ao juiz africano Oma Artan, premiado como melhor árbitro do seu continente em 2025. Ele havia recebido um passaporte diplomático expedido pela embaixada da Somália, mas foi obrigado a voar de volta ao desembarcar nos EUA.
O prefeito de Nova Iorque também denunciou que o governo Trump pretende elevar o número de agentes do órgão dedicado à perseguição de imigrantes, o nICE.
Foi o que informou Josh Wingrove, jjornalista da BLOOMBERG NEWS. O coordenador da famigerada agência, Tom Homan, também admitiu o mesmo em sua entrrevista, nesta segunda-feira, 8, para a Fox News: “Vocês verão mais agentes do ICE em Nova Iorque do que jamais viram. Isso está vindo. Eu acabo de revisar um plano operacional”.
O jornalista Wingrove prevê elevação da tensão durante os jogos da Copa, durante da qual se espera “atrair milhares de visitantes do exterior”, especialmente para Nova Iorque onde se realizarão diversas partidas inclusive a final.
Zohran Mamdani observou, nesta segunda, que o “futebol não existiria nos Estados Unidos sem os imigrantes. Imigrantes jogam e treinam os times, trabalham nos estádios, lotam as barracas de venda e fazem celebrações, como esta da Copa do Mundo, possíveis. Seis dos jogadoes da seleção nacional masculina são imigrantes. Não vamos permitir que agentes do ICE, nem ninguém semeie o medo em nossas comunidades, especialmente neste momento. Como anfitriões dos que veem do mundo inteiro para nossa cidade, vamos nos colocar, com orgulho, ao lado dos nossos imigrantes e rejeitar estes ataques pelo que eles são: uma tentativa de nos dividir”.
A Fifa confirmou que Omar Artan “estará inabilitado para operar durante da Copa do Mundo de 2026” se dizendo “informada pelas autoridades de que não haverá mudança do status do Sr. Atan no presente”.
Em uma submissão inaceitável, a direção da entidade que organiza o futebol mundial declarou que “a FIFA não se envolve nos processos de imigração dos países anfitriões, incluindo a entrega de vistos. De acordo com eventos anteriores da FIFA, é o governo anfitrião quem, em última instância, determina que recebe visto e quem é admitido em seu país”.
O juiz Artan teve sua entrada negada no Aeroporto Internacional de Miami, apesar de portar passaporte com visto válido. A alegação é de que a Somália – país do qual Artan é natural – é um dos países com viagens aos EUA banidas, por imposição do governo Trump
Em declaração oficial, a Somália afirma que a decisão do governo norte-americano “mina o compromisso do futebol com o jogo limpo”.
As autoridades da Somália pediram o apoio do “mundo do futebol”.
“Omar Artan está entre os mais respeitados árbitros e merece o apoio de toda a comunidade futebolística”, declara Clise Aden Abshir, que integra a equipe do Ministério da Juventude e Esportes da Somália.
“Negar a ele a entrada nos Estados Unidos e impedir que ele apite jogos programados prejudica não apenas a ele mas mina o compromsso do futebol com o espirito do jogo limpo, com a justiça e o mérito”.











