Presidente da Venezuela sobre o ataque dos EUA: “Aqui ninguém se rendeu, houve combate”

Presidente interina Decy Rodríguez fala aos venezuelanos. (Crédito Web/ divulgação)

Decy Rodríguez denunciou em cadeia nacional de TV a “agressão vil e belicista de uma potência nuclear”

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quinta-feira (8) que no país “ninguém se rendeu” e que “houve combate” durante a ação militar dos Estados Unidos no último sábado (3). A operação, que atingiu Caracas e três estados vizinhos, resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores.

“O povo da Venezuela jamais imaginou que seria vítima de uma agressão dessa natureza”, declarou Rodríguez em pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão. Dirigindo-se ao povo norte-americano, acrescentou: “o povo da Venezuela não merecia essa agressão vil e belicista de uma potência nuclear”.

Rodríguez reafirmou lealdade a Maduro, atualmente detido em Nova York, onde responde a acusações de tráfico de drogas e outros crimes. “Temos compromisso e lealdade ao presidente Nicolás Maduro, que foi sequestrado; somos leais à primeira-dama, Cilia Flores, e prometemos não descansar até vê-los livres”, disse.

A declaração foi feita durante uma cerimônia na Academia da Guarda Nacional Bolivariana para honrar militares venezuelanos e cubanos mortos nos ataques, que incluíram o complexo de Fuerte Tiuna e áreas dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O evento contou com a presença do chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

A presidente interina classificou as mortes como resultado de um “ataque vil, desigual, unilateral, ilegal e ilegítimo”, enfatizando que a Venezuela não está “subordinada ou subjugada” e mantém sua “dignidade histórica”. “Aqui, ninguém se rendeu; aqui houve combate por esta pátria, pelos libertadores, pelo nosso Libertador Simón Bolívar; houve combate por Chávez””, proclamou, encerrando com um apelo: “Lutem pela Venezuela”.

BALANÇO E INVESTIGAÇÕES

O governo venezuelano relatou pelo menos 100 mortes decorrentes do covarde ataque. As Forças Armadas Bolivarianas haviam confirmado anteriormente a morte de 24 soldados, homenageados em funeral. O governo cubano, por sua vez, informou no domingo que 32 de seus militares estacionados no país morreram em “ações de combate”.

A Assembleia Nacional declarou as vítimas “heróis e mártires” nesta quinta-feira. Horas antes, o Procurador-Geral Tarek William Saab anunciou a nomeação de três procuradores para investigar as mortes relacionadas aos eventos.

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