Pressão das ruas liberta Liam, de 5 anos, preso pelo ICE

O imigrante equatoriano Liam Conejo Ramos foi capturado pelos agentes do ICE quando ia para a escola (ComposiçãoHP)

Quase duas semanas após ser detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega, Liam Conejo Ramos finalmente foi solto no Texas e retornou para casa em Minneapolis

Após quase duas semanas trancafiado, o menino equatoriano Liam Conejo Ramos, de apenas 5 anos, foi libertado no último domingo (1º), ao lado do pai, Adrián.

Liam deixou penitenciária no Texas e retornou para casa em Minneapolis.

Liam havia sido presos em casa por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) ao chegar da pré-escola, na terça-feira (20 de janeiro). Grávida de cerca de quatro meses, a mãe de Liam sofreu uma emergência médica pouco depois do filho ter sido levado.

A forma arrogante, racista e preconceituosa como se deu a ação desencadeada pela Gestapo da imigração, comoveu a comunidade, alertou a cidade e levou milhares de pessoas às ruas para exigir a sua libertação e protestar contra a política fascista de Donald Trump. Além de Liam, outros três estudantes do mesmo distrito escolar também foram perseguidos e detidos pelo ICE.

Pressionado pelas marchas de centenas de milhares por todo EUA, o Judiciário entrou em ação e um juiz federal determinou sua libertação, apontando que metas de desterro não podem justificar causar sofrimentos que acompanharam as crianças ao longo dos seus dias. Como foi denunciado, o pequeno Liam dormia muito, chegou a ficar sem comer e, se encontrava profundamente angustiado com o ambiente hostil como foi tratado pelos agentes do ICE, que já assassinaram duas pessoas – uma com três tiros pelas costas.

“METAS DE DEPORTAÇÃO, MESMO QUE ISSO EXIJA TRAUMATIZAR CRIANÇAS”

“O caso tem sua origem na busca mal concebida e implementada de forma incompetente pelo governo por metas diárias de deportação, aparentemente mesmo que isso exija traumatizar crianças”, defendeu o juiz distrital dos Fred Biery, na decisão publicada sábado (31).

“Em última análise, os requerentes podem, por causa do intrincado sistema de imigração dos Estados Unidos, retornar ao seu país de origem, involuntariamente ou por autodeportação. Mas esse resultado deveria ocorrer por meio de uma política mais ordenada e humana do que a atualmente em vigor”, acrescentou o juiz.

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