Prévia da inflação fica em 0,84% em fevereiro puxada por preços cartelizados na educação

Mensalidades escolares e combustíveis puxaram a alta da inflação de fevereiro. (Foto: Agência Brasil)

Juro não interfere no resultado e só aumenta o ganho dos rentistas

Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,84%, um aumento de 0,64 pontos percentuais em relação à janeiro (0,20%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (27). 

Esse resultado sinaliza uma aceleração da inflação frente ao mês anterior, puxada principalmente pelos aumentos de preços nos setores de transportes e educação. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, nos últimos 12 meses, a inflação desacelerou para 4,10%, abaixo dos 4,50% observados nos 12 meses anteriores.

Mais uma vez, os resultados da inflação revelam à incapacidade da política de juros altos para controlar os preços. Mesmo com a Selic a 15% a.a, a alta dos preços no período em questão deve-se aos reajustes típicos de início de ano nas tarifas de transporte e matrículas escolares.

Juros altos, por isso, são incapazes de responder a essa inflação de custos e só pioram a situação do povo, que vê seu orçamento familiar ser drenado com esses gastos e o crédito encarecido para ampliar seu consumo. 

TRANSPORTES

Dentre os grupos de produtos e serviços analisados, Transportes teve o maior impacto no índice (0,35 p.p.) e uma variação de 1,72%. A razão para tanto foram os reajustes nas passagens aéreas (11,64%), ônibus urbanos (7,52%) e combustíveis (1,38%).

Nos combustíveis, houve aumento de preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve redução de 1,06%.

Em relação aos ônibus urbanos, a variação de 7,52% é fruto dos reajustes das tarifas nas principais capitais do país, considerando as ampliações das gratuidades aos domingos e feriados: 

  • 20% em Fortaleza (CE)
  • 9,67% em Belém (PA)
  • 9,47% em Brasília (DF)
  • 8,70% em Belo Horizonte (MG)
  • 6,38% no Rio de Janeiro (RJ)
  • 6% em São Paulo (SP)
  • 5,36% em Salvador (BA)
  • 4,46% em Recife (PE)
  • 4,29% em Curitiba (PR)

Além disso, ainda em transportes, destaca-se a variação do metrô (2,22%), puxada pelos aumentos em Brasília (9,47%) e São Paulo (3,85%).

EDUCAÇÃO

A educação apresentou a maior variação (5,20%) e um impacto de 0,32 p.p no índice, por conta dos reajustes praticados habitualmente no início do ano. Segmentando, os maiores aumentos foram:

  • Ensino Médio (8,19%)
  • Ensino Fundamental (8,07%)
  • Pré-escola (7,49%)

PRÉVIA DA INFLAÇÃO E IMPACTO POR GRUPO

Fonte: IBGE

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