Variação nula (0,0%) em relação a outubro, segundo IBGE
Em novembro de 2025, a produção industrial brasileira não cresceu (0,0%) frente a outubro do mesmo ano (alta de 0,1%), divulgou nesta quinta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Frente a novembro de 2024, o total da indústria voltou a registrar queda na produção, recuou 1,2%. O setor acumula um crescimento de 0,6% nos 11 meses até novembro.
Com esses resultados, a produção brasileira permanece 14,8% abaixo do pico recorde alcançado em maio de 2011.
Sob a opressiva política monetária do Banco Central (BC), que estabelece ao país uma taxa de juros básica (Selic) de 15% – desde junho do ano passado -, a produção industrial apresentou em novembro deste ano resultados negativos em 3 das 4 grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 51 dos 80 grupos e 54,4% dos 789 produtos pesquisados, quando comparado com novembro de 2024.
A manutenção dos juros base neste patamar coloca o Brasil com uma taxa de juros reais superior a 10% (descontada a inflação), a segunda maior taxa do planeta, o que afasta os investimentos produtivos, derruba o consumo, desacelera a economia e a geração de empregos no país.
Em novembro de 2025, a produção de bens de capital mostrou uma redução de 4,9% ante a igual período do ano anterior, sendo a sexta taxa negativa consecutiva nesta base comparativa, com destaques para os recuos de equipamentos de transporte (-7,5%), construção (-14,4%), para energia elétrica (-5,7%) e agrícolas (-3,3%). Em relação a outubro de 2025, bens de capital apresentaram alta de 0,7%.
O segmento de Bens intermediários assinalou queda de 1,2% ante novembro de 2024. Essa é a primeira taxa negativa do índice desde fevereiro de 2025 (-0,4%). O IBGE destaca que o resultado negativo se deu, principalmente, pelos recuos nos produtos associados às atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,4%), de produtos de metal (-8,9%), de produtos químicos (-3,7%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,8%), de máquinas e equipamentos (-3,4%) e de produtos alimentícios (-0,2%).
Na passagem entre outubro e novembro de 2024, a produção de bens intermediários apresentou um recuo de 0,6%. Esse é o terceiro mês consecutivo de queda do indicador, período em que acumula perda de 1,8%.
Por sua vez, a fabricação de bens de consumo duráveis caiu 6,2% em novembro de 2025 frente a igual período do ano anterior. Esse resultado interrompeu dois meses consecutivos de taxas positivas e marcou a perda mais elevada desde maio de 2024 (-10,5%).
O IBGE destaca que a produção de bens de consumo duráveis “foi pressionado no mês, em grande medida, pela menor fabricação de automóveis (-5,3%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (-10,3%) e da “linha branca” (-6,7%). Também foram constatadas quedas na produção de móveis (-9,8%).
Na base mês contra mês imediatamente anterior, a queda em bens de consumo duráveis foi de 2,5%, o que eliminou parte da expansão de 2,8% em outubro de 2025.
Já a produção de bens de consumo semi e não duráveis mostrou variação positiva de 0,1% também na base de comparação anual, puxada pela produção de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (3,7%) e de não duráveis (2,6%). Esse é o primeiro resultado positivo de bens de consumo semi e não duráveis após sete meses consecutivos de taxas negativas nessa comparação. Ante outubro de 2025, o segmento industrial cresceu 0,6%.











