Atos em solidariedade à Venezuela e contra a agressão dos Estados Unidos marcaram esta segunda-feira (5) em diversas capitais brasileiras. As mobilizações reuniram partidos políticos, movimentos sociais, centrais sindicais e estudantes, que denunciaram a ingerência estrangeira e a violação da soberania venezuelana.
Em São Paulo, manifestantes se concentraram em frente ao Consulado dos Estados Unidos, com bandeiras, faixas e palavras de ordem contra os ataques de Trump. “O sequestro de um chefe de Estado da América do Sul da maneira como foi feito é um ataque sem precedentes à soberania. Não só da Venezuela, mas de toda a América Latina. No dia de hoje nos colocamos contra essa política imperialista”, afirmou Bianca Borges, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Para Valentina Macedo, presidente da União Municipal dos Estudantes de São Paulo (UMES), “o único interesse do imperialismo norte-americano é roubar riquezas e atacar a soberania de diversos países pelo mundo. Mas aqui é América Latina. Nós enfrentamos diversos ataques, nunca desistimos e sempre nos mantivemos fortes. Aqui é América Latina, um povo que não se deita. O ataque à Venezuela é um ataque a todo o povo latino-americano. E, se alguém acha que o fascismo de Trump vai nos fazer calar, está muito enganado”.
Ronaldo Leite, presidente interino da CTB, também participou do ato em repúdio às agressões de Trump. Já Pedro Augusto, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirmou ao portal Brasil de Fato que “a expansão do domínio dos Estados Unidos sobre a nossa região ameaça não só a nossa soberania, mas a nossa própria existência como povo”.
“O que Trump está fazendo com a Venezuela é crime, é ingerência, é exploração. O Brasil conhece muito bem essa luta. O país já derrotou uma ditadura e impediu que ela voltasse ao poder, financiada pelos Estados Unidos. Vamos seguir nessa luta pela soberania da América Latina, em solidariedade ao povo venezuelano. Trump, fora da América Latina”, declarou Keila Pereira, presidente da Federação das Mulheres Paulistas (FMP).
Para a União Brasileira de Mulheres (UBM), “Trump age como imperador do mundo, passa por cima de todas as leis internacionais e ataca países que não se ajoelham aos seus interesses. Neste caso, quer o petróleo da Venezuela e impor um governo submisso ao imperialismo dos Estados Unidos. Não aceitamos”.
Em Porto Alegre, os manifestantes enfrentaram repressão policial, denunciada pelos organizadores como cerceamento ao direito de manifestação. No Rio de Janeiro, o ato ocorreu na Cinelândia, tradicional centro de mobilizações políticas. Também foram registrados protestos em Brasília e em Belo Horizonte, na Praça Sete. Veja, a seguir, imagens dos atos.











