PSB, PDT, MDB, PSDB e PCB criticam agressão e apoiam o povo venezuelano

Mural em Caracas com desenho do rosto do libertador Simon Bolívar (Foto: Juan Barreto - AFP)

Os partidos PSB, PDT, MDB, PSDB, PCB lançaram notas criticando a brutal incursão de Donald Trump na Venezuela, no sábado (3), bombardeando o país e sequestrando seu presidente, Nicolás Maduro.

“Democracia não se impõe por bombas”, diz o PSB, presidido pelo prefeito do Recife (PE), João Campos, em sua carta postada no site e nas redes.

A legenda reafirma sua posição histórica de críticas à gestão de Maduro, mas repudia “com firmeza qualquer ação militar estrangeira contra a Venezuela, desrespeitando completamente o direito internacional que disciplina as relações entre os países soberanos”.

“A América do Sul não é, nem pode ser vista, como quintal de potências. Nenhuma agressão externa pode ser justificada por erros internos de um regime”, prossegue a nota.

“Sanções econômicas e intervenções armadas não produzem democracia, mas sofrimento, instabilidade e aprofundam crises humanitárias. A busca, em qualquer conflito internacional, deve ser sempre pela paz e pelo entendimento”.

A legenda defende uma saída “política, pacífica e regional, com a criação imediata de um grupo de mediação sul-americano, envolvendo países da região e organismos multilaterais, para garantir eleições livres, respeito aos direitos humanos e soberania popular”.

“Solidarizamo-nos com o povo venezuelano, o maior prejudicado neste conflito. Democracia não se impõe por bombas. Deve ser construída com diálogo, soberania e vontade popular”.

O PDT, por meio de seu presidente Carlos Lupi, observou que “nenhum poder bélico do mundo pode impor sua força, por meio das armas e de invasões bélicas, a outra nação”.

“Nosso papel é sempre condenar qualquer invasão e qualquer guerra. Somos filiados à Internacional Socialista, defendemos a autonomia de cada nação e entendemos que a solução deve ser sempre o diálogo e a democracia”, continua Lupi.

O PSDB defendeu a soberania venezuelana, violada pela ação criminosa de Donald Trump.

“O PSDB repudia a invasão norte-americana à Venezuela. A violação da soberania de um país e o uso da força como instrumento político são inaceitáveis e não podem ser legitimados sob nenhuma circunstância. O respeito à autodeterminação dos povos é um valor essencial para todas as nações que defendem a democracia, a paz e o direito internacional”, diz o partido.

A nota ressalva que “essa posição não implica, em hipótese alguma, qualquer apoio ou complacência com o regime autoritário de Nicolás Maduro”.

O deputado Baleia Rossi (SP), presidente nacional do MDB, disse que o Brasil deve “defender, como determina a Constituição, soluções pacíficas e diplomáticas, respeitando a soberania e a vontade popular”. “Que a Venezuela reencontre o caminho da democracia e da autonomia de seu povo”, sublinhou. Para ele, o “povo venezuelano”,  “há anos vive sem democracia”.

O PCB observou em sua nota que o ataque de Trump contra os venezuelanos “trata-se de um ato de terrorismo internacional”.

“Trump pretende estabelecer um protetorado imperialista no continente, de modo a coordenar futuros ataques e ameaças aos governos que não sigam as ordens de Washington. É inadmissível que forças estrangeiras sequestrem Maduro e a sua companheira”, anotou a sigla.

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