O presidente russo Vladimir Putin condenou no domingo (1º) o assassinato do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e de seus familiares como uma violação cínica de todas as normas da moralidade humana e do direito internacional.
“Por favor, aceite minhas mais profundas condolências em conexão com o assassinato do Líder Supremo da República Islâmica do Irã, Seyyed Ali Khamenei, e de seus familiares, cometido em violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional”, disse o líder russo em um telegrama enviado ao presidente iraniano Masoud Pezeshkian. O texto do telegrama foi publicado no site do Kremlin.
Na madrugada de sábado (28), os regimes Trump e Netanyahu desencadearam contra o Irã uma agressão não provocada, incorrendo no que a Jurisprudência de Nuremberg definiu como o crime internacional que condensa todos os outros, a guerra de agressão, bombardeando Teerã e outras cidades e assassinando covarde e traiçoeiramente o líder supremo da revolução islâmica, aiatolá Khamenei, e outros altos dirigentes iranianos.
“Peço que transmitam minha sincera solidariedade e apoio à família e amigos do Líder Supremo, ao governo e a todo o povo do Irã”, acrescentou Putin. De acordo com as autoridades iranianas, o ataque do Eixo EUA-Israel ao complexo em que Khamenei residia e trabalhava também assassinou sua filha, um neto, a nora e o genro.
Em sua mensagem, o presidente Putin enfatizou que na Rússia o aiatolá Ali Khamenei será lembrado como “uma figura política proeminente que deu uma enorme contribuição para o desenvolvimento das relações” entre Moscou e Teerã.
Khamenei foi martirizado quando exercia suas funções, com o Irã decretando luto de 40 dias e sete dias de feriado em sua homenagem. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, anunciou que o conselho de liderança assumiria as funções do Líder Supremo até que um sucessor fosse eleito.
“INADMISSÍVEL“, AFIRMA PEQUIM
O assassinato de Khamenei também foi repudiado pela China. “Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em meio ao processo de negociações entre Washington e Teerã, são inaceitáveis. É inadmissível assassinar abertamente o líder de um Estado soberano e incitar uma mudança de regime. Todas essas ações violam o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais”, afirmou o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi.
Em telefonema ao seu homólogo russo Sergey Lavrov, ele enfatizou que “no momento atual, os combates se estenderam por todo o Golfo Pérsico, e a situação no Oriente Médio pode ser empurrada para um abismo perigoso”.
Nesse contexto, Pequim pediu a interrupção imediata das operações militares, segundo a agência de notícias Xinhua. “É preciso evitar que as chamas da guerra se espalhem e saiam de controle, e que a situação evolua até um ponto sem retorno. A China dá importância à segurança dos países do Golfo e apoia que mantenham uma postura de contenção”, detalhou.
“Lançar ataques de grande escala contra um Estado soberano sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU mina os alicerces da paz estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. A comunidade internacional precisa se manifestar de forma clara e firme, impedindo que o mundo retroceda à lei da selva”, advertiu Wang.











