
Em nota oficial, Moscou classificou movimentação de navios de guerra norte-americanos como ameaça à soberania venezuelana
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade ao governo da Venezuela e condenou a presença de navios de guerra dos Estados Unidos nas proximidades da costa venezuelana. Em declaração divulgada nesta sexta-feira (29), a chancelaria russa rejeitou o que chamou de “intervencionismo” na região do Caribe.
A porta-voz Maria Zakharova expressou apoio ao “legítimo governo venezuelano” e reafirmou o direito do país de “determinar seu próprio caminho político, econômico e social sem pressões externas”. A diplomata destacou que a Venezuela tem direito a desenvolver suas políticas em um “ambiente pacífico”.
Zakharova ressaltou ainda que o chanceler russo, Sergey Lavrov, já havia reafirmado o apoio à soberania venezuelana em conversa telefônica com a vice-presidente Delcy Rodríguez em 22 de agosto. Durante o contato, Lavrov teria reiterado o compromisso russo com a “proteção da soberania nacional e a manutenção da estabilidade institucional do país”.
A declaração russa expressou interesse no “desenvolvimento independente e pacífico” da região. Zakharova condenou o que chamou de “práticas de intervenção externa” e alertou contra métodos associados a “revoluções coloridas”, defendendo que tais ações “devem permanecer no passado”.
O posicionamento de Moscou ocorre em meio à movimentação naval dos EUA na região, que vem sendo monitorada por autoridades venezuelanas. O governo russo finalizou a nota reforçando a importância de manter o continente “livre de conflitos armados”.