
Nesta segunda-feira (02), os servidores municipais de São Paulo ocuparam a frente do gabinete do prefeito Ricardo Nunes (MDB) durante a manhã em defesa da recomposição salarial e melhores condições de trabalho. Sem conseguir avançar no diálogo com a Prefeitura de Ricardo Nunes (PSD), mesmo após a retomada da mesa de negociações, a categoria decidiu por uma nova paralisação, com assembleia unificada com os servidores estaduais e indicativo de greve, no próximo dia 25 de abril.
Os trabalhadores ocuparam a frente do gabinete de Ricardo Nunes, exigindo uma resposta para a pauta de reivindicações.
Em nota, o Fórum das Entidades do Funcionalismo Municipal afirmou que “a gestão municipal recebeu as entidades e novamente não respondeu a nenhuma das reivindicações do funcionalismo”. De acordo com a nota, a Secretaria de Gestão afirmou apenas que segue com os estudos das pautas apresentadas.
O ato desta quarta (2) reuniu servidores da educação, saúde, cultura, assistência social, segurança urbana, habitação, subprefeituras e diversas outras secretarias e equipamentos da Prefeitura, além de aposentados.
As principais pautas da categoria são: a proposta da categoria de 12,9% de reajuste salarial para recompor as perdas inflacionárias; fim do confisco sobre as aposentadorias, com redução das alíquotas, hoje em 14; e incorporação de abonos na carreira de educação.
Os trabalhadores da educação municipal reivindicam também a incorporação de 39,1% dos abonos salariais às tabelas remuneratórias, considerando que reajustes anteriores foram concedidos em forma de abono e não são contabilizados para fins previdenciários, criando distorções que comprometem também o plano de carreira da categoria. Os trabalhadores pedem, ainda, a elevação do piso de todos os profissionais da educação, não apenas dos professores.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB), por sua vez, ameaçou professores com descontos salariais para quem aderir à paralisação, ao invés de negociar com o funcionalismo. “Não existe razoabilidade numa atitude como essa. Esse é um serviço essencial. As pessoas que forem utilizar essa prática para fazer política partidária, nós vamos descontar”, disse Nunes.
A assembleia decidiu, também, além de uma nova paralisação com indicativo de greve no dia 25 de abril, em frente a Prefeitura, realizar caminhada para se unirem ao ato dos professores da rede pública estadual, na Praça da República, convocado pela Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp). Os professores da rede estadual marcaram para a data o início de uma greve para pressionar o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os educadores pedem aumento no piso salarial e apresentação de um plano de climatização das escolas devido às altas temperaturas enfrentadas no último período.
A assembleia decidiu também por unificar com a paralisação de 30 de abril, em unidade com as entidades da Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc) – dialogando com o Sinpeem, Sinesp e Sedin.