O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a bajular Donald Trump ao expressar a ideia de que é o Brasil o responsável pela agressão à Venezuela e não os Estados Unidos.
Segundo ele, o ataque se deu “pela omissão dos países que não lideraram o processo” e o Brasil “poderia ter ajudado a Venezuela a construir um processo de transição para uma democracia, mas o Brasil nunca fez isso”.
Por “omissão”, o governador paulista entende que o Brasil deveria desrespeitar a soberania da Venezuela, como fez Trump violentamente agora, e se intrometer nos assuntos internos daquele país.
Servil a Trump, Tarcísio criticou Brasil e Colômbia por se manifestarem contra a brutal invasão dos EUA na Venezuela, que vitimou, até agora, cerca de 80 venezuelanos e sequestrou o presidente Nicolás Maduro.
Tarcísio foi mais longe ainda na sua subserviência aos norte-americanos, defendendo que o Brasil participe do saque e da espoliação da Venezuela. Segundo ele, isso está na “ordem do dia” e são “oportunidades” que se abrem.
TARIFAÇO
O governador de São Paulo também defendeu o tarifaço de Trump decretado em julho sobre os produtos do Brasil, prejudicando empresas e trabalhadores. Trump impôs uma taxa de 50% nos produtos importados do Brasil.
O presidente Lula denunciou a medida e defendeu altivamente a soberania brasileira. Meses depois, fracassou a medida e Trump recuou retirando as tarifas extorsivas.
Mas Tarcísio defendeu na época que o Brasil se ajoelhasse para Trump.
Chegou até a desfilar com o boné de Trump, “Make America Great Again”.
“A gente pode começar a dar algumas vitórias” para os Estados Unidos. “A gente pode começar uma negociação e entregar essa vitória”, disse, na época.
“Então, por que não entregar alguma vitória para ele? Por que não fazer algum gesto? E vamos ver o que a gente pode botar na mesa como bons negociadores”, continuou Tarcísio.
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