O sindicato dos trabalhadores da empresa dona da cadeia de cafeterias, Starbucks, anunciou nesta sexta-feira, 28, que está expandindo uma greve indefinida para mais de 120 lojas e 85 cidades nos Estados Unidos
A exigência dos trabalhadores da rede Starbuchs é de reajuste salarial e aumento na contratação de pessoal, para aliviar a sobrecarga nas lojas da rede. A greve está se tornando a mais longa da história da empresa. Teve início em 13 de novembro com a adesão de mais de 65 lojas de 40 cidades americanas.
A decisão de expandir a greve durante a ‘Black Friday’, período de comércio de varejo de alta movimentação no final do ano nos EUA, é para aumentar a pressão nas operações da Starbucks para que as exigências dos trabalhadores sejam atendidas.
“É hora dos executivos da Starbucks pararem com as desculpas”, disse Michelle Eisen, porta-voz da Starbucks Workers United.
Mobilizações semelhantes também estão acontecendo na Alemanha, onde trabalhadores do armazém da Amazon convocaram uma greve durante a ‘Black Friday’, tentando buscar por direitos de negociação coletiva.
Na Espanha, varejistas da Zara, também fizeram manifestações em frente das lojas da Zara durante horários de pico.
“Independentemente dos planos do sindicato, não prevemos nenhuma interrupção significativa. Quando o sindicato estiver disposto a voltar à mesa de negociações, estaremos prontos para falar”, comunicou a Starbucks.
Representados pela Starbucks Workers United, mais de 11.000 baristas pedem reajuste salarial, mais pessoal, redução da jornada de trabalho e a resolução de centenas reclamações de práticas desleais de trabalho como retaliações contra sindicalistas.
O sindicato tem escolhido datas de destaque para protestar, especialmente durante o ‘Red Cup Day’, quando a Starbucks entrega gratuitamente copos vermelhos reutilizáveis para a clientela de férias na compra de um café.
Sindicato de trabalhadores da Starbucks reforça greve durante a ‘Black Friday’










