No último dia 9 de fevereiro, trabalhadores dos Correios, ao lado da diretoria do SINTECT-SP (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo) e do SINTECT-Santos, realizaram uma mobilização em Mauá, onde puderam dialogar com o presidente Lula e cobrar uma intervenção do governo federal em defesa dos direitos da categoria e da manutenção da empresa pública.
O ato ocorreu em meio a um cenário de apreensão entre os funcionários da empresa, diante do que consideram como ameaças a conquistas históricas da categoria. Entre as principais preocupações estão a suspensão de direitos como vale-alimentação, férias e assistência à saúde, considerados fundamentais para a dignidade dos trabalhadores e para a qualidade do serviço prestado à população.

Para as entidades sindicais, a defesa dos direitos trabalhistas está diretamente ligada à preservação do papel estratégico dos Correios. A empresa é responsável por garantir a entrega de correspondências e encomendas em todo o território nacional, inclusive em regiões onde a atuação da iniciativa privada é limitada ou inexistente. Além disso, os Correios desempenham funções sociais relevantes, como a logística de programas governamentais e a distribuição de materiais em áreas remotas.
MOBILIZAÇÃO
Segundo o presidente do SINTECT-SP, Elias Diviza, a presença dos trabalhadores no evento em Mauá foi um gesto de responsabilidade e compromisso com o futuro da empresa pública. “Os trabalhadores dos Correios acreditam no diálogo e na atuação do governo federal. Nossa cobrança é para que os direitos sejam preservados e para que o Correio continue cumprindo seu papel social em todo o país”, afirmou.
A mobilização teve como objetivo chamar a atenção do presidente Lula para a necessidade de intervenção do governo federal a fim de garantir a preservação dos direitos da categoria e assegurar investimentos e políticas que fortaleçam os Correios como empresa pública estratégica para o Brasil.
O SINTECT-SP reforçou que a luta dos trabalhadores vai além das reivindicações salariais e trabalhistas. Para a entidade, defender os direitos dos ecetistas é também defender um serviço postal público forte, acessível e presente em todas as regiões do país.











