
Uma coalizão de sindicatos dos Estados Unidos entrou com uma ação judicial contra o governo Trump acusando-o de exceder sua autoridade legal ao encerrar os direitos de negociação coletiva de servidores públicos, abrangendo trabalhadores dos departamentos de Estado, Justiça, Saúde Defesa, serviços para veteranos de guerra, Energia, Tesouro e Comércio.
A medida aplicada por meio de uma ordem executiva atinge mais de um milhão de trabalhadores em cerca de 20 agências públicas.
A ação sindical, liderada pela Federação de Funcionários do Governo dos EUA (AFGE), foi apresentada na quinta-feira (3) à noite no tribunal federal do Distrito Norte da Califórnia e afirma que a medida do governo é um ataque aos sindicatos porque eles são um obstáculo à ação que Donald Trump iniciou para reduzir a dimensão da administração, que já deixou milhares de desempregados.
“A última ordem executiva do presidente Trump é um ataque vergonhoso e retaliatório aos direitos de centenas de milhares de funcionários públicos americanos — quase um terço dos quais são veteranos de guerra — simplesmente porque são membros de um sindicato que se opõe às suas políticas prejudiciais,” afirmou Everett Kelley, presidente nacional da Federação.
“ISSO É UMA RETALIAÇÃO: NÃO VAMOS RECUAR”
“Isso é uma retaliação, pura e simples: não vamos recuar”, assinalou em declaração o maior sindicato de funcionários federais do país nas redes sociais.
O decreto executivo assinado em 27 de março garante que o presidente tem autoridade para encerrar a negociação coletiva em agências consideradas essenciais para “missões de segurança nacional”, mas exclui policiais e bombeiros.
“Os funcionários federais têm o direito de se filiar a um sindicato e negociar coletivamente há décadas, apesar de várias guerras, conflitos internacionais e uma emergência global de saúde durante o primeiro mandato do presidente Trump”, observou a AFGE.
“Durante todo esse tempo, eles serviram o povo americano com honra. Ninguém, nem mesmo o presidente Trump, jamais sugeriu que os sindicatos fossem uma questão de segurança nacional. A nova ordem de Trump que revoga os direitos sindicais é um exemplo claro de retaliação. Mas a AFGE tem novidades para ele: não vamos sair daqui, não vamos a lugar nenhum”, declarou a Federação em sua plataforma de mídia social.