Em mensagem de luto pelo assassinato do chefe da inteligência da Guarda Revolucionária, general Majid Khademi, em ataque aéreo perpetrado pelo eixo EUA-Israel nesta segunda-feira (6), o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que “terrorismo e assassinatos” não irão parar as forças armadas iranianas
“Mais uma vez, o inimigo americano-sionista, que na guerra imposta contra a nação e os valentes combatentes do Irã Islâmico, e em seus planos perversos, sofreu derrotas sucessivas, recorreu à sua arma habitual: o terrorismo. (…) Contudo, a firme fileira dos combatentes e dos defensores da verdade tornou-se tão sólida e inabalável que nem o terror nem o crime podem abalar”, escreveu Khamenei na mensagem que homenageia a dedicação do general martirizado.
Ele também apresentou suas condolências à família e aos companheiros de armas.
Khademi foi assassinado em um ataque aéreo contra Teerã. “Este comandante de alta patente, ao longo de quase meio século de defesa sincera e corajosa da Revolução, do sistema e da pátria islâmica, deixou uma marca enorme, duradoura e exemplar nos campos da inteligência e da segurança, que servirá de guia para a comunidade de inteligência do país por muitos anos, especialmente diante de inimigos externos em nível estratégico e seus planos sinistros e diabólicos para se infiltrar e semear instabilidade na segurança e tranquilidade do orgulhoso Irã”, disse comunicado da Guarda Revolucionária iraniana, de acordo com a agência de notícias Tasnin.
Seu papel foi exaltado pela Organização de Inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana, que anunciou “ao inimigo maligno e desesperado” – “instigadores e perpetradores” desse crime – “um grande ataque retaliatório”. Foram dedicadas a ele as ondas desta segunda-feira da Operação Promessa Verdadeira 4 contra as bases e a infraestrutura industrial-militar dos EUA e de Israel.
Experiente comandante, Khademi assumiu o comando da Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã há menos de um ano, após seu antecessor, Mohammad Kazemi, ter sido morto por Israel durante a Guerra de 12 dias, em junho de 2025. Antes de Khademi, o eixo EUA-Israel assassinou o líder supremo Ali Khamenei, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani, e o comandante responsável por fechar o Estreito de Ormuz, Alireza Tangsiri, entre outros. Mas essa estratégia de “decapitação” para instaurar um regime servil capaz de entregar o petróleo já faliu – como visto na altiva resistência iraniana, com a qual os imperialistas e sionistas não contavam.











