Ali e Waad Bani Odeh, pai e mãe, e os filhos Mohammed (5 anos) e Othman (7 anos, cego e com necessidades especiais), foram chacinados com tiros na cabeça. Mustafa (8 anos) e Khaled (11 anos) sobreviveram com estilhaços
Dando continuidade à chacina na Palestina ocupada, soldado do exército israelense abriram fogo contra um carro que transportava uma família no norte da Cisjordânia, chacinando Ali e Waad Bani Odeh, pai e mãe, e os filhos Mohammed (5 anos) e Othman (7 anos, cego e com necessidades especiais), alvejados com tiros na cabeça. Com estilhaços no corpo, sobreviveram Mustafa (8 anos) e Khaled (11 anos).
A família foi executada no final da noite de sábado, após sair para comprar roupas novas para o feriado de Eid al-Fitr, feriado após o mês do Ramadã.
Mustafa e Khaled contaram ao The New York Times que estavam a poucos minutos de casa quando encostaram o carro para a mãe tirar algo da mala. Foi nesse momento que foram rodeados pelos israelenses e ouviram a mãe e o pai dizer: “Deus é grande”. Logo depois vieram os tiros.
Examinados pelos socorristas assim que tiveram acesso ao local, as duas crianças sobreviventes foram atendidas e acusaram os invasores de atrasarem a chegada de ambulâncias, como é prática corriqueira nos praticantes do terrorismo de Estado.
Recentemente, o filme “A Voz de Hind Rajab” fez uma denúncia demolidora da degeneração de Trump e Netanyahu ao retratar um episódio em que um tanque israelense disparou 355 tiros contra o carro onde estava uma menina palestina de seis anos. O veículo em que se encontrava Hind Rajab e toda sua família ficou crivado de balas pelas tropas fascistas, sem que a apenas oito minutos dali os socorristas pudessem ter acesso a lhe prestar socorro.
O Ministério da Saúde da Palestina informou que todos chegaram ao hospital com ferimentos de bala no rosto e na cabeça. O avô das crianças, pai de Khaled, informou ter visto os corpos dos familiares no hospital e que sua nora tinha disso alvejada vários vezes na cabeça e no peito, enquanto os tiros de Mohammed tinham sido concentrados no rosto.
Cinicamente, as forças armadas e a polícia de Israel disseram estar perseguindo suspeitos de “atividade terrorista” e que as mortes ainda estão sendo investigadas. Questionados sobre que “ameaça” representavam quatro crianças pequenas e os seus pais desarmados, o governo israelense se limitou a dizer que “as circunstâncias do incidente são analisadas pelas autoridades competentes”.
Desde que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã em 28 de fevereiro, as tropas sionistas têm restringido a circulação na Cisjordânia, fechando intermitentemente centenas de portões e postos de controle em estradas usadas por moradores, ambulâncias e veículos comerciais. As barreiras têm impedido a circulação, tornando o atendimento de emergência significativamente mais difícil, informou o Crescente Vermelho.
De acordo com o grupo israelense de direitos humanos Yesh Din, neste último período, além da ação das tropas, já foram documentados 109 incidentes de violência de colonos na Cisjordânia ocupada, em dezenas de comunidades palestinas.
Conforme o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, entre 7 de Outubro de 2023 e 7 de Março de 2026, 1.062 palestinos – dos quais pelo menos 231 crianças – foram mortos na Cisjorrdânia, aos quais se somam os quatro membros da família Odeh.











