A agressão israelense já assassinou mais de 800 civis libaneses – 100 deles crianças -, bombardearam o quartel-general da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), que atua preventiamente para manter cessar-fogo e ainda um centro cultural russo
Israel admitiu nesta segunda-feira (15) ter começado suas “operações terrestres” contra o Líbano, alegando que são ações “limitadas e direcionadas contra redutos chave do Hezbollah”.
O exército israelense reconheceu que, antes da invasão terrestre do sul do Líbano, realizou ataques de artilharia e aéreos contra “inúmeros alvos” para “mitigar ameaças no ambiente operacional”, sem citar a enorme quantidade de vítimas entre a população civil, colocando em prática sua política de terrorismo de Estado.
Todas as sangrentas operações que Israel tem feito, conforme a retórica sionista, são “parte de esforços defensivos mais amplos para estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação de terroristas que operam na área”. Com o apoio dos grandes meios de comunicação, manipulam, falseiam a realidade, transformando as vítimas em culpadas, em “alvo” a ser abatido para a suposta “segurança” da região.
O fato é que Israel e Estados Unidos assassinaram o líder iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e lançaram inúmeros ataques aéreos contra o Líbano nas últimas semanas, provocando uma legítima reação do Hezbollah.
Os bombardeios israelenses não apenas atingiram bairros residenciais, mas o próprio quartel-general da Força Interina da Organização das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) – criada para monitorar a retirada de Israel em outra invasão ao sul do Líbano, esta ocorrida ao final dos anos 1970, agora com soldados franceses e finlandeses – e até mesmo um centro cultural russo na cidade de Nabatieh, no sul.
Até o momento, a avaliação é que os ataques israelenses já provocaram a morte de mais de 800 civis, incluindo mais de 100 crianças. O Ministério da Saúde do país também comunicou que pelo menos 31 profissionais de saúde foram mortos e 51 ficaram feridos desde 2 de março. Além disso, as forças de “defesa” de Israel realizaram mais de 37 ataques contra profissionais médicos de emergência no Líbano.
Inúmeras autoridades como o Papa Leão XIV expressaram “grande preocupação” com o massacre, sublinhando que “a violência nunca pode levar à justiça, estabilidade e paz”.
Moscou condenou o bombardeio de seu centro cultural como um “ato de agressão não provocado” por parte de Israel, ressaltando que a instalação “não estava envolvida em nenhuma atividade militar” e que o ataque foi injustificável.
Especialistas da ONU também criticaram os ataques de Israel ao Líbano, chamando-os de “flagrante violação da Carta da ONU, do direito internacional humanitário e do direito dos direitos humanos”, exigindo que Israel pare com a invasão “imediatamente”.











