Tropas israelenses torturaram criança de um ano em Gaza com brasa e perfurações de prego

Libertado pelo Comitê da Cruz Vermelha, Karim chora sem parar, enquanto o pai, que sofre de transtornos mentais, continua sequestrado pelos israelenses (AlJazeera)

Após submeter o menino palestino Karim Abu Nassar a queimaduras com cigarro, os sionistas inseriam e retiravam um prego em sua perna

Tornando-se cada vez mais uma cópia do nazismo, tropas israelenses torturaram neste domingo (22) com fogo, brasa e perfurações na perna o menino palestino Karim Abu Nassar, de apenas 18 meses, próximo ao campo de refugiados de Al-Maghazi, no centro da Faixa de Gaza. O objetivo dos sionistas era fazer com que o pai confessasse algo durante um interrogatório, informou a Palestine TV.

As imagens dos ferimentos na criança, após ter sido detida durante dez horas e submetida a sevícias pelos soldados correu o mundo e está fartamente documentada. A sequência das torturas foi comprovada por um relatório médico e as inflamações e inchaços são visíveis. Seus gritos não param e são ensurdecedores.

O festival de horrores aconteceu durante o segundo dia do Eid al-Fitr, a “celebração do fim do jejum” com suas etapas de oração e festa, atropeladas pelos invasores com a captura do pai e do filho em uma zona considerada por Israel “proibida” para os palestinos.

Localizada a cerca de 200 metros do campo de refugiados, esta “linha amarela” é uma fronteira que não aparece nos mapas, mas é claramente visível no terreno. Ali, as forças de ocupação colocaram blocos de concreto amarelos, espaçados como um sinal para os palestinos: não cruzem.

O pai do menino, Osama Abu Nassar, que passou a sofrer de transtornos mentais após ter o cavalo com que sustentava a família, naquele dia parecia normal e disse que levaria o filho para comprar doces. Colocou o menino nos ombros e saiu, mudando de caminho com o filho empoleirado no ombro. Ao se aproximarem da área proibida, tiros irromperam ao seu redor.

A princípio, as balas erraram o alvo, mas foram suficientes para fazer qualquer um recuar; no entanto, ele seguiu em frente. “Era como se ele não pudesse ouvir”, diz o pai.

Momentos depois, um pequeno drone apareceu acima dele, voando baixo, equipado com um alto-falante começou a transmitir ordens. Só então seu comportamento mudou.

Osama, que havia sido baleado no ombro, conforme confirmado à sua família por representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, parou, tirou a criança dos ombros e a colocou no chão. Então, começou a tirar a roupa, peça por peça, até ficar apenas de cueca, como havia sido instruído. Nesse instante, o pai se separou do filho, e Osama caminhou em direção aos soldados, com Karim permanecendo atrás dele.

CRIANÇA FICOU DEZ HORAS NAS MÃOS DOS TORTURADORES

A criança foi libertada somente 10 horas depois e entregue à família por meio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Al-Maghazi, enquanto o pai, doente, ainda continua mas mãos dos invasores. Os familiares apelaram a organizações internacionais para que intervenham a fim de garantir a libertação de Abu Nassar, para que possa continuar recebendo tratamento médico.

Sem qualquer consideração a tradados internacionais ou até mesmo às Nações Unidas, Israel não só expande a ocupação como cometeu centenas de violações do cessar-fogo desde outubro de 2025, multiplicando a cada dia o número de execuções.

O número de vítimas do genocídio palestino oscila entre 70 mil e 200 mil, na grande maioria mulheres e crianças, com o estado sionista tendo ferido mais de 171.000 outros desde outubro de 2023 – além de cinco mil mutilados e dezenas de milhares incapacitados.

Com Trump e Netanyahu desejando converter Gaza em um “resort’, Gaza foi reduzida a um enclave em ruínas, com o deslocamento de toda a sua população.

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