“Não vamos premiar os americanos que não trabalharam duro o suficiente para ter casa”, asseverou em reunião de gabinete
O ditador Trump afirmou, durante reunião de gabinete na quinta-feira, 29 de janeiro, que pretende manter os preços dos imóveis em alta com o desumano objetivo de evitar beneficiar os norte-americanos que “não trabalharam duro”, mudando abertamente de posição em relação às suas recentes promessas, particularmente de campanha, de aumentar a acesso popular à habitação.
“Vamos manter ricas as pessoas que possuem suas casas. Vamos manter os preços altos”, declarou. “Não vamos destruir o valor de suas casas só para que alguém que não trabalhou duro possa comprar uma casa.”
Enfeitando um pouco a declaração, acrescentou: “Vamos facilitar a compra, vamos reduzir as taxas de juros, mas quero proteger as pessoas que, pela primeira vez na vida, se sentem bem consigo mesmas. Elas se sentem, sabe, como pessoas ricas”.
A declaração mais recente surge apenas algumas semanas depois de uma publicação no seu Truth Social na qual, contraditoriamente, detalhara um plano para “reduzir as taxas de hipoteca, diminuir as prestações mensais e tornar o custo de aquisição de uma casa mais acessível”, incluindo o apoio a uma iniciativa para proibir que empresas comprem casas para habitação familiar.
“Há muita conversa sobre ‘Ah, vamos fazer os preços das casas caírem’. Eu não quero fazer os preços das casas caírem, eu quero fazer os preços das casas subirem para as pessoas que possuem suas casas, e elas podem ter certeza de que é isso que vai acontecer”, assumiu agora.
A CONVERSA ERA REDUZIR OS CUSTOS DA HABITAÇÃO
Sem qualquer preocupação com a coerência, disse isso quando antes afirmara o oposto: “Por muito tempo, comprar e possuir uma casa foi considerado o ápice do sonho americano. Era a recompensa por trabalhar duro e fazer a coisa certa, mas agora, devido à inflação recorde causada por Joe Biden e os democratas no Congresso, esse sonho americano está cada vez mais fora do alcance de muitas pessoas, especialmente dos americanos mais jovens”, conforme ele havia escrito em 7 de janeiro, formulando uma política diferente da atual.
No dia seguinte, Trump fez outra postagem no sentido oposto ao dito na reunião ministerial.
“Estou instruindo meus representantes a COMPRAR 200 BILHÕES DE DÓLARES EM TÍTULOS HIPOTECÁRIOS. Isso fará com que as taxas de hipoteca caiam, as prestações mensais diminuam e tornará o custo de possuir uma casa mais acessível”, disse.
A mudança na retórica de Trump sobre habitação não foi o único aspecto chamativo da reunião de gabinete de quinta-feira. Ao dar a volta na mesa, ele ignorou a Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que vem seguindo à risca suas ordens na situação extrema de Minneapolis. Em seguida, encerrou abruptamente a reunião sem responder às perguntas dos membros da imprensa presentes na Casa Branca, alguns dos quais consideraram a decisão estranha, informou Meredith Kile, no site People.com
NENHUMA PERGUNTA FOI RESPONDIDA
Ao que tudo indica, ao ignorar as perguntas da imprensa e deixar Kristi Noem desautorizada, Trump buscou evitar entrar na questão da imigração em Minneapolis, incluindo os grandes protestos após os assassinatos de Renee Good e Alex Pretti acontecidos nas últimas semanas, e também sobre a prisão do garotinho Liam Conejo Ramos, de 5 anos, que viralizou quando ele e seu pai foram detidos pelo ICE ao voltarem da pré-escola, entre outras barbaridades que estão pipocando.
“Houve uma enxurrada de manchetes sobre Minneapolis, sobre o que está acontecendo lá… Isso não foi mencionado em nenhum momento durante esta reunião de gabinete, e ficamos lá por mais de uma hora e meia”, observou Kaitlan Collins, da CNN. “Minneapolis não foi citada nenhuma vez e, obviamente, nenhuma pergunta foi feita ao presidente, pois ele não respondeu a perguntas, apesar de ter falado durante a reunião de gabinete sobre como acredita que esta é a administração mais transparente de todos os tempos.”











