Trump reúne Milei e outros capachos para tentar submeter a América Latina

Escudo das Américas reúne serviçais da América Latina (Foto: captura de tela do vídeo da Associated Press)

Atrás da conversa fiada de um suposto combate ao narcotráfico está a guerra contra a China. Trump mesmo diz: “Escudo das Américas” visa combater “influência estrangeira hostil”

O ditador Donald Trump sabe que os EUA estão em decadência, não produzem mais nada e perderam a influência econômica na América Latina para outras economias mais dinâmicas, principalmente para a China. Por isso, resolveu criar um grupo de serviçais chamado “Escudo das Américas”. O Brasil corretamente decidiu não participar do encontro realizado neste fim de semana. Aliás, nem chegou a ser convidado. Certamente eles sabiam que Lula não aceitaria.

A única coisa que a Casa Branca tem a oferecer aos países do continente são as ameaças tarifárias e planos de agressão para roubar suas riquezas, como fez recentemente na Venezuela. Mesmo deixando claro que seu objetivo é transformar a America Latina em quintal dos EUA, alguns capachos da região aceitaram seu convite para participar da cúpula da bajulação.

A presença de Milei e Bukele dá ao encontro um perfil nítido dos bajuladores. São figuras associadas a uma agenda de extrema-direita fascista, com forte discurso de submissão às ordens de Trump e perfeitamente passíveis de transformar o continente no quintal dos EUA. Os bolsonaros certamente estariam participando se estivessem no governo. Eles disputam quem é mais capacho de Trump.

Os participantes do encontro são tão invertebrados – como todo fascista da periferia do sistema – que podem servir, e adorariam servir, como bucha de canhão nas guerras de agressão de Trump. Em janeiro, a ditadura Trump invadiu a Venezuela, um país soberano, e sequestrou Maduro e sua esposa sob o pretexto de reprimir o tráfico de drogas.

Apesar de usar um suposto combate ao narcotráfico, o objetivo real de Trump é tentar afastar a China, principal parceiro comercial dos maiores países do continente. Isso ficou claro na fala do falastrão da Casa Branca. Embora não tenha mencionado diretamente a China, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não permitiriam que “influência estrangeira hostil” ganhasse espaço no Hemisfério Ocidental, incluindo o Canal do Panamá.

Em declínio econômico, seu objetivo é tentar criar uma cortina de ferro entre a América Latina e a China. O “Escudo das Américas” foi criado em Doral, Flórida, num campo de golfe de propriedade de Trump, anunciando o lançamento da “aliança” que ele chamou de Escudo das Américas e que tem como pretexto um suposto combate aos cartéis de drogas. O mesmo pretexto usado para sequestrar o presidente Maduro e roubar o petróleo da Venezuela.

Alguns setores da imprensa brasileira tentaram inutilmente desgastar a figura do presidente Lula fazendo um grande barulho, de que ele não tinha sido convidado. Como se isso fosse ruim. Ainda bem que Lula não foi convidado, assim como a presidente do México, Claudia Sheinbaum e da Colômbia, Gustavo Petro. Eles, que não são serviçais e, certamente, não se submeteriam a tamanho vexame.

Em Doral, Trump assinou a declaração para estabelecer o “Escudo das Américas”, com os governos capachos da Argentina, Bolívia, Costa Rica, Dominica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago, além do presidente eleito do Chile, segundo o Financial Times.

Em seu discurso mentiroso, Trump acusou líderes latino-americanos de “colocar grandes extensões de território no Hemisfério Ocidental diretamente sob o controle de gangues transnacionais” e enfatizou que “não deixaremos isso continuar.” Ele sugeriu que os Estados Unidos poderiam usar mísseis para atacar líderes de cartéis de drogas, se solicitados pelos países parceiros.

“A única maneira de derrotar esses inimigos é liberar nosso poder militar, devemos usar nosso exército, você deve usar seu exército”, disse Trump, numa clara intenção de militarizar a região e aumentar os conflitos e as guerras. Trump citou especificamente o México como um suposto centro das atividades dos cartéis de drogas e reclamou que, sempre que oferecia ajuda para erradicar grupos criminosos no México, Sheinbaum sempre dizia “não, não, não, por favor.”

Trump já havia ameaçado usar unilateralmente força militar no México, emitiu um alerta semelhante no dia 7, afirmando que os cartéis de drogas do México “contribuíram e criaram muito derramamento de sangue e caos no Hemisfério Ocidental, e que o governo dos EUA tomará todas as medidas necessárias para defender nossa segurança nacional.”

Além disso, Trump previu grandes mudanças políticas em Cuba, afirmando que o país está “muito próximo do fim.” Um discursos arrogante e imperialista sem disfarce. Em uma postagem nas redes sociais, a Casa Branca descreveu a cúpula como uma “reunião histórica para consolidar a doutrina de Don Roe também conhecida como Corolário Trump à Doutrina Monroe).” A formação de uma aliança de aliados ideológicos na América Latina faz parte da “Doutrina Monroe”.

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