Em meio à escalada dos preços do petróleo e gás no mundo inteiro provocada por sua agressão ao Irã, o governo Trump se viu forçado a um recuo e anunciou a suspensão das sanções sobre o petróleo iraniano já armazenado em navios no mar
O comunicado foi feito pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na sexta-feira (20), mas segundo o The Washington Post a ordem partiu diretamente de Trump.
Sob a guerra de escolha de Trump e Netanyahu, o petróleo foi a US$ 119 o barril. Em relação à véspera da traiçoeira agressão ao Irã, o preço aumentou 54%. Enquanto que a alta do gás na Europa chegou a 35%.
Nos EUA, o preço da gasolina subiu para quase 5 dólares o galão nas bombas de combustível, uma péssima notícia para Trump a sete meses das eleições intermediárias que decidirão o controle das duas casas do Congresso.
E a situação, que já era grave com o fechamento do estreito de Ormuz por onde passam 20% do petróleo e gás do mundo, tornou-se crítica com o insano bombardeio de Israel ao maior campo de gás do mundo, South Pars, no Irã, na quarta-feira.
O que levou Teerã a revidar com ataques às instalações de petróleo e gás ligadas aos EUA no Qatar, Kuwait e Arábia Saudita. Só no Qatar, 17% da capacidade de produção de GNL fica inviabilizada por três a cinco anos; duas refinarias foram atingidas no Kuwait e uma na Arábia Saudita, assim como a maior refinaria de Israel, em Haifa.
Segundo Bessent, a suspensão dessa parte das sanções ao Irã é temporária e tem o objetivo de conter a alta dos preços no mercado global, liberando cerca de 140 milhões de barris de petróleo que estariam “estocados na China”.
Na semana passada, os EUA já haviam adotado medida semelhante em relação ao petróleo da Rússia, ao autorizar temporariamente a venda de cargas que estavam paradas em navios no mar.
A licença, emitida pelo Departamento do Tesouro, permitiu a comercialização, até 11 de abril, de cargas de petróleo bruto e derivados embarcadas antes de 0h01 de 12 de março, com a previsão de liberar cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo para o mercado.
Em suma, tiveram de recuar, mas tentam não perder a pose, com o banqueiro e aprendiz de feiticeiro Bessent argumentando que os EUA “usarão os barris iranianos contra Teerã” para manter os preços “sob controle”.











