Entidades estudantis, partidos políticos, movimentos sociais e organizações sindicais estão convocando manifestações neste dia 5 em diversas cidades, em repúdio ao ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e em defesa da soberania do país sul-americano.
Na capital paulista, organizações políticas, coletivos de solidariedade internacional, juventudes estudantis e sindicais convocam um ato às 16h em frente ao Consulado dos Estados Unidos.
“Os estudantes brasileiros não compactuam com a tirania norte americana de impor sua política autoritária e militar nos países da América Latina!”, afirma a União Nacional dos Estudantes (UNE).
“Bombardeios, intervenções e guerras seguem sendo vendidos como “missões humanitárias”, mas quase nunca têm a humanidade como prioridade. Por trás do discurso moral, o que se repete é a lógica do interesse: controle de territórios, acesso a recursos, rotas estratégicas, poder econômico e geopolítico. Não aceitaremos que essa lógica avance sobre a América Latina. Somos povos soberanos. Nossa terra, nossos recursos e nosso futuro não estão à venda! Segunda-feira, dia 5, nossa resposta será nas ruas”, convoca a entidade.
No Rio de Janeiro, o ato será na Cinelândia, também às 16 horas. No Distrito Federal, Belo Horizonte e Porto Alegre, entidades convocam a concentração em frente à Embaixada e Consulado dos Estados Unidos.
As manifestações se somam aos atos de solidariedade que vêm crescendo em outros países, com protestos também em frente a consulados e embaixadas dos Estados Unidos. Neste domingo (4), os governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram nota conjunta, condenando o ato brutal do governo dos Estados Unidos na Venezuela.
“Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”, expressa na nota.











